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Saúde

Setembro Amarelo: não existe saúde sem saúde mental

O Setembro Amarelo é uma campanha da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e tem como objetivo conscientizar a população sobre o tema e alertar sobre os sinais de sofrimento considerados pilares para a ideação suicida.

Dessa forma, a campanha tem a intenção de falar mais sobre o tema e promover ações em prol da melhoria da assistência para distúrbios emocionais e psicológicos, evidenciando para aqueles que sofrem com esses problemas que não estão sozinhos. Portanto, é preciso que percebam que são compreendidos e que seus problemas têm solução. 

Um dos pontos mais relevantes da Campanha Setembro Amarelo é promover debates e discussões sobre a importância de cuidar da saúde mental. Em outras palavras, a população precisa entender que a atenção à saúde mental é tão importante quanto à física. Além disso, promover a interação social ajuda a superar momentos em sofrimento.

Como mente e corpo estão associados, ao incentivar que pessoas com distúrbios emocionais ou psicológicos procurem ajuda, os riscos do desenvolvimento de diferentes doenças que surgem por influência de algum viés emocional são reduzidos. Por tal razão, a Saúde Pública tem buscado promover ações para frear os impactos das doenças mentais sobre a vida pessoal, social e profissional.     

A IMPORTÂNCIA DE DESMISTIFICAR ASSUNTOS LIGADOS À SAÚDE MENTAL

Entender a importância da Campanha Setembro Amarelo abre possibilidades para auxiliar quem precisa superar transtornos mentais e emocionais. Uma das doenças mais comuns no país é a depressão, cujos dados alertam para a necessidade de maior atenção nesse sentido.

Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS, o número de pessoas afetadas no mundo pela depressão já ultrapassa 300 milhões. Além disso, o transtorno é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, porém, a doença atinge indivíduos de todas as classes sociais, gêneros e idades.

O mesmo estudo demonstra que os índices de depressão no Brasil também são preocupantes:

 - cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão, o que totaliza 11,5 milhões de casos;

 - o Brasil ocupa o primeiro lugar em casos de depressão na América Latina;

 - menos de 10% das pessoas diagnosticadas recebem tratamento adequado.

Tais estatísticas alertam para a necessidade de desmistificar temas ligados à saúde mental e estimular a busca de ajuda profissional. Um dos problemas de não procurar auxílio é o risco de evolução dessas doenças para quadros mais graves, que, inclusive, podem culminar com o suicídio.

POSSÍVEIS SINAIS DE ALERTA DE PESSOA EM SOFRIMENTO

Entre outros fatores, o estresse patológico, as crises frequentes de depressão, o consumo descontrolado de psicoativos e conflitos familiares geram grandes agravos para a saúde mental do indivíduo, principalmente na juventude. Isso requer mais atenção dos familiares para auxiliar o seu ente querido a superar tais quadros.

Pessoas que tentam o suicídio não querem colocar fim à vida, mas aos motivos que as fazem sofrer. Ou seja, nesses casos, elas não estão desistindo de viver, mas veem uma saída nesse ato para se livrar da dor e de seus problemas. Porém, antes de tomarem essa decisão, alguns sinais podem ser percebidos.

Sinais que servem de alerta para o encaminhamento do familiar ou amigo para uma avaliação com um psiquiatra.

- a pessoa perde o interesse de fazer coisas que antes gostava;

- passa a apresentar comportamento retraído, com muita dificuldade de integração social e com os familiares;

- tendência a ficar remoendo pensamentos obsessivos e negativos;

- demonstra pensamentos de desesperança, solidão, tristeza, baixa autoestima e falta de motivação para a vida;

- fica constantemente com irritabilidade, pessimismo, apatia e pode se mostrar agressiva;

- apresenta alterações extremas de humor, como raiva e rancor excessivo;

- demonstra sentimentos intensos de culpa, ansiedade, remorso ou vergonha;

- muda de assunto quando se fala sobre reabilitação mental ou tratamento para suicídio.

Além desses sinais, quando há histórico familiar de doenças psiquiátricas ligadas aos distúrbios de comportamento, humor ou personalidade, os riscos são mais elevados. Também é preciso observar se a pessoa apresenta tendências ou ideações suicidas. Isso fica claro quando a pessoa doa seus pertences, visita parentes próximos e define um testamento.

Fonte: hospitalsantamonica.com.br/

SERVIÇOS OFERECIDOS PELO SUS PARA A SAÚDE MENTAL EM BRAGANÇA 

Para crianças e jovens de 10 a 20 anos, o Espaço do Adolescente oferece atendimento com equipe multidisciplinar  formada por profissionais de medicina hebiatra, psicologia, enfermagem, nutrição, fisioterapia e assistência social.  O Espaço do Adolescente está localizado na Praça Catarina Pignatari Helena, 1, Jardim São Lourenço. Mais informações: 4033-5510.

Já para pessoas acima de 21 anos, o acompanhamento ocorre por meio do Centro de Atenção Psicossocial II, cuja equipe multidisciplinar é formada por profissionais de medicina psiquiátrica, enfermagem e técnicos de enfermagem, psicologia, farmácia, terapia ocupacional, entre outros. O serviço está disponível na Rua Santi Joanni Baptista, 100, Hípica Jaguari. Mais informações: 4035-5040.

De acordo com a secretária de Saúde, Marina de Oliveira, em casos de maior gravidade, em situações mais agudas ou em momentos de crises, é possível procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Bom Jesus ou acionar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) pelo número 192. “É de extrema importância o acolhimento das pessoas que estão com sofrimento psíquico, transtorno mental ou com problemas em decorrência de uso de drogas e,  assim como daquelas com risco ao suicídio.”, enfatiza.

Foto: Secom

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