O Estado de São Paulo foi o maior gerador de empregos formais no Brasil durante o primeiro trimestre de 2025, com saldo positivo de 209,6 mil novas vagas com carteira assinada. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta quarta-feira, 30 de abril, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Ao longo dos três primeiros meses do ano, o Brasil registrou 654 mil empregos formais, resultado de 7,13 milhões de admissões e 6,48 milhões de desligamentos. Só em março, foram criadas 71,5 mil novas vagas em todo o país, com destaque para São Paulo, responsável por quase 35 mil postos no mês.
Desde janeiro de 2023, início da atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número de empregos formais no país acumula crescimento de quase 3,8 milhões. Atualmente, o estoque de trabalhadores com carteira assinada chegou ao recorde histórico de 47,857 milhões.
O setor de Serviços continua sendo o principal motor da geração de empregos, com 362,8 mil vagas abertas no primeiro trimestre. Em São Paulo, a área tem se beneficiado da retomada econômica e da ampliação de serviços digitais, administrativos e de saúde.
A Indústria também registrou desempenho expressivo no estado e no país, com 153,8 mil novas vagas no trimestre, destacando atividades como o abate e processamento de carnes, confecção de roupas e o processamento de fumo.
Já a Construção Civil gerou 100 mil postos de trabalho em nível nacional, enquanto a Agropecuária contribuiu com 51 mil. O único setor com retração foi o Comércio, que perdeu 13,6 mil postos no trimestre, reflexo da desaceleração no consumo em algumas regiões.
A região Sudeste, impulsionada especialmente por São Paulo e Minas Gerais, foi responsável por mais da metade das novas vagas de março, somando 48 mil postos. O Sul, com 24,5 mil, e o Centro-Oeste, com 6,9 mil, também apresentaram saldo positivo. Apenas o Nordeste teve desempenho negativo no mês, com -13,1 mil vagas.
Com o desemprego em queda — segundo o IBGE, a taxa no primeiro trimestre foi de 7%, a menor desde o início da série histórica em 2012 —, o cenário aponta para uma recuperação consistente do mercado de trabalho no Brasil.
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