
A taxa de desocupação no Brasil atingiu 5,6% no trimestre encerrado em julho de 2025, o menor percentual já registrado na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados nesta terça-feira, 16 de setembro, revelam um cenário de fortalecimento do mercado de trabalho.
De acordo com o levantamento, o número de pessoas ocupadas no país alcançou um novo recorde, chegando a 102,4 milhões. Esse crescimento na ocupação se reflete na diminuição do número de pessoas em busca de trabalho, com a população desocupada caindo para 6,118 milhões, o menor contingente desde o fim de 2013.
Além do crescimento geral da ocupação, o relatório do IBGE destaca o aumento do emprego formal. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,1 milhões, o maior patamar já registrado. Esse contingente cresceu 3,5% em um ano, com a criação de 1,3 milhão de novos empregos formais.
O cenário positivo também se estende aos trabalhadores por conta própria, cujo número alcançou 25,9 milhões, outro recorde histórico. Segundo o analista do IBGE, William Kratochwill, os indicadores demonstram que o mercado de trabalho está mais ativo. "As pessoas que deixam a população desocupada não estão se retirando da força de trabalho, estão realmente ingressando no mercado", afirmou.

Evolução da taxa de desemprego no Brasil por trimestres desde o período de maio-junho-julho de 2024: taxa de 5,6¨% registrada agora é a menor já medida na série histórica iniciada em 2012. Fonte: PNAD Contínua / IBGE
A expansão da ocupação foi impulsionada por diversos setores da economia. Na comparação com o trimestre anterior, destacaram-se:
Administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde: crescimento de 2,8%, com a criação de 522 mil postos de trabalho.
Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: aumento de 2,0%, com 260 mil novas vagas.
Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: alta de 2,7%, com 206 mil pessoas a mais empregadas.
Na comparação anual, cinco grupamentos de atividade registraram aumento na ocupação, com destaque para a Indústria Geral, que gerou 580 mil postos de trabalho, e o setor de Transporte, armazenagem e correio, com alta de 6,5%.
Apesar dos resultados positivos, a taxa de informalidade no mercado de trabalho se mantém em patamares elevados, atingindo 37,8% no trimestre. Embora ligeiramente inferior ao período anterior, o número ainda representa um desafio a ser superado.
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