De acordo com boletim atualizado pela Secretaria Municipal de Saúde, nessa sexta-feira, 18, as UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) chegaram a uma taxa de 95,2% de ocupação por pacientes com Covid-19. Já a taxa de leitos de enfermaria alcançou 67,5%.
Até o momento, a cidade tem 6.034 casos confirmados de coronavírus. Em 24 horas, a pasta informou que houve a confirmação de mais 78 casos da doença. Outras 194 notificações, de casos suspeitos, foram registradas no Ministério da Saúde, enquanto que 171 foram descartadas.
Até o momento, Bragança atingiu a marca de 12.637 notificações. Além dos casos confirmados, 5.679 foram descartados e 924 são suspeitos, aguardando o resultado de exames.
Dentre as confirmações, 4.528 pacientes já se recuperaram da doença, 1.400 estão orientados a permanecer em isolamento domiciliar e dez estão hospitalizados. Já entre os suspeitos, 904 pessoas estão orientadas a permanecer em isolamento domiciliar e 19 estão hospitalizadas.
O município já registrou 96 óbitos em decorrência da Covid-19. Há, ainda, uma morte em investigação.
Os dados referentes à pandemia do coronavírus na cidade são atualizados, diariamente, pela Secretaria de Saúde, em suas redes sociais.
ESTUDO DE SOROPREVALÊNCIA
Um estudo estatístico apresentado pelos pesquisadores Lucas Miguel de Carvalho, Tomás Moutinho e Glauber Pereira e Lohan Mori, em parceria com a Prefeitura de Bragança Paulista, estima que o intervalo de confiança para soroprevalência, ou seja, a frequência de indivíduos que apresentaram o anticorpo contra a Covid-19, varia de 15,66% a 16,49%.
Para a elaboração da pesquisa, eles receberam os dados da Prefeitura dos testes rápidos e RT-PCR. Com isso, o modelo de cálculo estatístico consegue estimar com 90% de precisão a porcentagem de pessoas que já tiveram o vírus. O cálculo leva em consideração o valor da sensibilidade e especificidade de cada teste.
O estudo ainda aponta a análise da evolução dos testes realizados por faixa etária, indicando que pessoas entre 35 e 45 anos foram as mais testadas. “Com os dados, conseguimos mostrar o quão evoluiu a presença do vírus por idade e auxiliar a Prefeitura em tomadas de decisões de saúde pública”, comentou Lucas Miguel.
Da mesma forma, o estudo concluiu que houve um aumento do número de casos positivos para o novo coronavírus em novembro e, consequentemente, a soroprevalência nos grupos de jovens entre 20 e 39 anos, representando 47% dessa faixa etária.
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