Nessa sexta-feira, 19 de maio, completaram-se 21 anos que Madre Paulina foi canonizada, ou seja, foi reconhecida como santa pela Igreja.
Amábile Lúcia Visintainer, nome de batismo de Madre Paulina, nasceu em Vigolo Vattaro, na Itália, no dia 16 de dezembro de 1865, mas, como veio aos nove anos de idade para o Brasil e aqui fez seus milagres, é considerada a primeira santa brasileira.
Ainda jovem, ela perdeu a mãe e passou a ajudar seu pai na criação dos irmãos, até que, em julho de 1890, com a permissão do pai, deixou sua casa e, com a amiga Virgínia Rosa Nicolodi, foi morar num casebre, na cidade de Tijucas, no sul do país. Lá, as amigas passaram a cuidar de uma mulher que sofria de câncer e, em 25 de agosto de 1895, fundaram a congregação das Filhas da Imaculada Conceição.
Em dezembro do mesmo ano, com mais uma seguidora, Teresa Maule, as duas amigas fizeram seus votos religiosos. Amábile recebeu então o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Virgínia passou a ser Irmã Matilde da Imaculada Conceição e Teresa, Irmã Inês de São José.
A congregação foi se expandido e, no ano de 1903, Madre Paulina mudou-se para São Paulo, onde iniciou uma obra de assistência aos escravos libertos e seus filhos. Seis anos depois, deixou o cargo de madre superiora e foi trabalhar com os doentes da Santa Casa e os idosos do Asilo São Vicente de Paulo, em Bragança Paulista.
Foi nessa época que a Congregação das Filhas da Imaculada passou a ser chamada de Irmãzinhas da Imaculada Conceição. Madre Paulina viveu na cidade até 1918, quando retornou a São Paulo e passou a se dedicar à formação das jovens vocações da congregação.
Em 1933, o Papa Pio XI assinou Decreto de Louvor à sua obra e aprovou as Constituições da Congregação. Cinco anos depois, Madre Paulina sofreu amputações e sua visão começou a enfraquecer, vindo a falecer no dia 9 de julho de 1942, já cega e paralisada.
Apesar da sua morte, as obras da congregação continuaram e, em 1988, o Papa João Paulo II outorgou à Madre Paulina o título de venerável, sendo que os trabalhos pela canonização de Madre Paulina iniciaram-se, propriamente, em 1965.
Com a comprovação de milagres atribuídos à Madre Paulina, no dia 18 de outubro de 1991, foi proclamada sua beatificação pelo Papa, em cerimônia realizada em Florianópolis, Santa Catarina, sendo sua canonização realizada por meio de cerimônia pública, em Roma, no dia 19 de maio de 2002, sendo declarada como santa pelo Papa João Paulo II.
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