Quesito de desempate concedeu o título para a escola
A apuração dos desfiles do Grupo Especial, pelo qual desfilaram cinco escolas de samba na Passarela Chico Zamper, começou após o anúncio do resultado da apuração do Grupo de Acesso. Nove de Julho e Acadêmicos da Vila ficaram empatadas, mas a Vila levou a melhor no quesito comissão de frente, definido como o primeiro critério a ser levado em conta em situação de empate.
Sociedade Fraternidade, Unidos do Lavapés, Nove de Julho, Dragão Imperial e Acadêmicos da Vila se apresentaram no domingo, 15, e na terça-feira, 17. Somando as duas noites de desfiles, conforme os dados da Prefeitura, 16 mil pessoas apreciaram as apresentações.
Antes da leitura das notas, foram divulgados os dados da Comissão de Fiscalização. Todas as escolas respeitaram o tempo estabelecido para o desfile. Mas a Sociedade Fraternidade se apresentou com menos componentes do que o estipulado em regulamento. Por isso, a agremiação que tem sede no Jardim da Fraternidade foi punida com 45,25 pontos.
Dessa forma, estava praticamente certa a queda da agremiação para o Grupo de Acesso, e foi o que aconteceu.
Entre as outras quatro escolas de samba que ainda tinham a esperança do título, a disputa foi acirrada, ao menos até o sétimo quesito da primeira cabine, que consolidou notas diferentes de 10 para a Unidos do Lavapés. A partir de então, a disputa estava entre as três agremiações que tradicionalmente fazem desfiles mais luxuosos na cidade, Nove de Julho, Dragão Imperial e Acadêmicos da Vila.
Quando as notas da primeira cabine terminaram de ser lidas, Nove de Julho e Vila estavam empatadas. Ponto a ponto, o empate se alternou quando as notas da segunda cabine foram divulgadas, deixando os dirigentes da Nove e da Dragão Imperial tensos.
Mas, na terceira cabine, a Dragão recebeu duas notas 9,5, o que a tirou da disputa.
Nove de Julho e Acadêmicos da Vila acabaram empatadas, porém, no quesito comissão de frente, sorteado como o primeiro a ser levado em consideração em situação de empate, a Vila recebeu três notas 10 e a Nove, duas notas 9,75 e uma 10, o que consagrou a Vila campeã do Grupo Especial após cinco anos.
Na história do Carnaval bragantino, este é o 15º título da Azul e Branco, campeã nos anos de 1979, 1983, 1988, 1989, 1991, 1992, 1996, 1998, 1999, 2000, 2002, 2004, 2005, 2010 e 2015.
O presidente da Acadêmicos da Vila, o ex-prefeito João Afonso Sólis (Jango), declarou que estava muito feliz pela conquista. “É uma emoção muito grande, minha primeira vez como presidente da escola. Eu falei pra toda a minha comunidade que eu não vinha pra perder e ficou provado que o pessoal veio com garra, determinação, tudo isso pra mostrar a força que a Vila tem”, afirmou.
Jango considerou que o título, após cinco anos, dará a motivação que a Vila estava precisando. “A Vila precisava desse título para nós levantarmos das cinzas como fênix e refazer tudo. É essa minha missão como presidente, com o Bozó que é presidente do conselho, com toda equipe, parabéns a todos”, desejou.
O presidente da Vila afirmou que a agremiação passou por dificuldades no último ano, pois ninguém mais queria assumir o comando da escola, já que a situação financeira não era boa. “Eu não sou carnavalesco, mas já ocupei um cargo maior na cidade, então não era possível que não conseguisse administrar uma escola de samba. Então aceitei esse desafio”, contou.
Os dirigentes da Acadêmicos da Vila afirmaram que a festa de comemoração pelo título do Grupo Especial aconteceria na quadra da escola, na Vila Aparecida.
0 Comentários