Projeto contou também com alunos da escola na oficina de desenho
A exposição Memórias Vivas Bragantinas recebeu, na manhã de quarta-feira, 3, a visita de cerca de 70 alunos da Escola Municipal Dr. Jorge Tibiriçá. A exposição é resultado das oficinas de desenho e fotografia que aconteceram no mês de maio, dentro do projeto Memórias Vivas Bragantinas.
A proposta do projeto é despertar na população um novo relacionamento espacial e temporal com o patrimônio público da cidade. As crianças foram convidadas, já no próprio prédio da escola, a notar detalhes que lhes passam despercebidos no dia a dia.
“O mais importante nessa visita foi estimulá-los para que eles fizessem as perguntas, que eles dissessem o que queriam saber a respeito dos prédios. Na Escola Tibiriçá, perguntaram sobre o brasão que é visto na fachada, sobre a bandeira do Brasil que está hasteada. Todas essas perguntas seriam trabalhadas posteriormente em sala de aula, pelas professoras que acompanharam o percurso”, explica Fernanda Carmignotto, responsável pelo educativo da exposição.
Saindo da Tibiriçá, as crianças percorreram as ruas de Bragança, observando alguns patrimônios históricos, como o prédio do antigo cinema, do Clube Literário, a Igreja Sé Catedral e o Museu Oswaldo Russomano.
Para a vice-diretora Cláudia Regina Gutierrez, que esteve presença na visita, depois desse passeio, as crianças poderão ver a cidade de outra forma. “Quando passarem novamente por esses lugares, com a família, vão contar o que aprenderam”, diz.
“Nós, professores, também não percebemos certos detalhes e agora vamos poder trabalhar com isso em sala, começando pela própria escola”, completa Silvana Tafuri Franco.
De acordo com Sérgio Luís de Moraes, diretor da EM Dr. Jorge Tibiriçá, a escola considerou importante a participação dos alunos tanto na oficina de desenho quanto na visita à exposição do projeto Memórias Vivas Bragantinas. “Esse projeto foi extremamente importante por proporcionar aos alunos o desenvolvimento pelo gosto pela arte, por meio de desenho e fotografia. Além disso, estamos em uma escola que existe há mais de 100 anos e que faz parte da história de Bragança. Dentro da nossa própria proposta curricular, existe um projeto de valorização do patrimônio da escola. Os alunos têm consciência que estudam em um prédio antigo e que é tombado. O Memórias Vivas Bragantinas veio de encontro à nossa proposta”, afirma.
A exposição Memórias Vivas Bragantinas pode ser vista até o dia 28 de julho, das 7h às 17h, no Mercado Municipal Waldemar de Toledo Funck, instalado na Rua Coronel Teófilo Leme, 1.240, Centro. A entrada é franca.
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