Memórias Vivas Bragantinas levanta a questão: O que é patrimônio para você?
Durante todo o fim de semana, o projeto Memórias Vivas Bragantinas ocupou a cidade com intervenções dos artistas Gustavo Godoy, Diogo Granato e Lílian Amaral. A ideia era provocar o questionamento sobre o que é patrimônio e fazer a população refletir a respeito.
No sábado, 31, pela manhã, Gustavo Godoy esteve na Praça Central com uma banquinha trocando memórias por camisetas. A condição para ganhar o brinde era ser bragantino, ou morar em Bragança, e contar uma história, memória sobre sua vida ou a cidade. Para Gustavo, a grande intervenção será, num dia qualquer em Bragança, encontrar pessoas andando pela cidade usando a camiseta ‘Eu sou patrimônio cultural de Bragança Paulista’. “De fato, as pessoas (bragantinas) também são tão patrimônios de Bragança quanto os imóveis e tradição.”
Lílian Amaral espalhou pela cidade adesivos com as frases “Patrimônios somos nós” e “O que é patrimônio para você?”. A intenção da artista foi mobilizar e engajar as pessoas tornando-as agentes da memória presente. “Todos vão ficando indiferentes, vão perdendo a ligação com a identidade da cidade e tudo vai se tornando igual, vão virando cidades genéricas. Precisamos ativar os lugares, criar uma resistência, dessacralizar o que é arte, trazer a produção de conhecimento para perto das pessoas, instigá-las a olhar o cotidiano”, considerou.
Diogo Granato apresentou performances de dança-teatro e parkour pela cidade. A ideia de não divulgar o horário e o local específico era para surpreender os bragantinos com algo realmente inesperado. Diogo improvisou diante do que encontrou e performances durante os trajetos, na rua, mas tudo sem programação, conforme os espaços e situações que foi encontrando.
No domingo, Lílian esteve na Feira do Rolo e também trocou memórias por camisetas estampadas na hora, com uma barraca costumizada. Nela, encontravam-se fotos antigas de Bragança, impressas em formato de cartão postal. As fotos foram utilizadas como disparador de conversa. Depois dessa primeira troca, Lílian convidava as pessoas para darem seus depoimentos para a câmera. Por essa memória gravada, a pessoa recebia em troca uma camiseta estampada. Ao lado da barraca, estava estacionada uma Kombi, que serviu de estúdio para o grupo do audiovisual que acompanhou a intervenção.
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