Às mães

E se o mundo nos nega o afeto da compreensão,

Nela, compreendemos o afeto sem fim.

 

Sua imagem nos remete à calma

De quando nosso universo todo

Se resumia à ternura de seu ventre.

 

Tempos em que a sagrada reclusão uterina

Nos protegia do mundo externo e seus males todos.

Seus cuidados ainda seguem

Tentando nos proteger do mundo,

E de nós mesmos.

 

Seu amor é o prolongamento do útero,

Suas palavras, as mais sábias e certeiras,

Seu afeto, o curativo mais eficaz

Para joelhos e almas ralados.

 

E seu olhar, poderoso o suficiente

Para condenar-nos ou absolver-nos

Numa fração de segundos.

 

Suas mãos, sempre hábeis,

Prontas a ajudar-nos,

Incomparáveis na doçura com que criam e

Executam as receitas que ninguém

Jamais será capaz de repetir,

Não, pelo menos, com o mesmo sabor.

 

Seu coração, o receptáculo

A mais genuína mostra do amor de Deus.

 

Em seus passos, a certeza bendita,

De que caminhamos para Ele.

 

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