Um bolo bem conhecido, que divide opiniões – amado por muitos e sem graça para outros – é o de fubá. Quando se pensa em café da tarde, é ele que vem à mente, mas nem sempre a receita que temos resulta num bolo macio e úmido após o preparo.
Nas pesquisas que fiz para meu livro de receitas da cozinha bragantina, encontrei as tradicionais receitas de bolo de fubá da roça (das poucas registradas por escrito), feito com banha de porco e o líquido da receita sendo uma salmoura (água quente e um pouco de sal) para que o fubá já começasse a cozinhar antes de chegar ao forno; afinal, até o fubá era diferente, mais compacto e pesado.
Estes bolos sempre resultam em bolos rústicos, de sabor acentuado e mais seco, como a broa de fubá, também típica das casas de fazenda. Mas tudo mudou!
O fubá não é o mesmo moído no pilão do monjolo de antigamente, é mais fino, refinado; a maioria das cozinheiras usa o açúcar fino e não o cristal na massa e a água deu lugar ao leite quente ou até leite de coco, que dá um sabor sofisticado ao bolo.
A tradição manda colocar sementes de erva doce na massa e alguns polvilham canela e açúcar na superfície antes de levar ao forno. Isso depende e fica a gosto de cada família. Então, não perca esta receita, pois é sucesso
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Comece untando com óleo e farinha de trigo uma fôrma de buraco central e reserve.
Coloque numa tigela os ingredientes secos:
- 1 xícara (chá) de farinha de trigo
- 1 xícara (chá) de fubá - 1 colher (chá) de sal
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 1 colher (sopa) ou mais, se gostar, de erva doce
Misture tudo com uma colher e reserve.
No liquidificador, coloque:
- 3 ovos inteiros
- 1 xícara (chá) de açúcar
- 4 colheres (sopa) bem cheias de margarina derretida (deve render 1 xícara de chá)
Bata muito bem por cerca de 1 minuto. Enquanto isso, coloque para ferver 1 xícara (chá) de leite
Modo de fazer: Depois de bater a mistura do liquidificador, despeje devagar esse creme dos ovos nos secos da tigela, sempre mexendo até incorporar totalmente.
Coloque por último o leite fervendo na massa, incorpore bem e despeje na fôrma.
Leve ao forno pré-aquecido e deixe assar pelo tempo necessário.

Até nosso próximo encontro
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
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