Coletivo Socioambiental defende o encontro de soluções para a crise de falta d’água

O momento não é o de apontar culpados, na opinião do órgão

 

Além de conversar com o prefeito Fernão Dias da Silva Leme e com o secretário municipal de Meio Ambiente, Francisco Chen de Araújo Braga, sobre a situação de escassez de água, o Jornal Em Dia também ouviu a engenheira ambiental e membro do Coletivo Socioambiental de Bragança Paulista, Isadora Vilela de Camargo.

Ela contou que uma das ações realizadas pelo grupo, tendo em vista a situação da falta de água, foi uma mesa redonda, que aconteceu no dia 10 de julho, no Núcleo de Apoio ao Professor e ao Aluno (Napa).

O evento teve a presença da vice-prefeita Huguette Theodoro da Silva, do professor da Unicamp Antônio Carlos Zuffo, da jornalista do Canal Futura Vanessa Pipinis e de representantes da Sabesp. Na ocasião, o coletivo propôs um diálogo sobre os recursos hídricos, buscou informar à população sobre o panorama da água e soluções de curto, médio e longo prazo para o problema.

Um dos assuntos discutidos na mesa redonda foi o planejamento urbano. De acordo com Isadora, a aprovação de um empreendimento imobiliário, como um prédio, deve levar em conta se ele possui um sistema de reaproveita-mento de água.

Isadora também explicou que o foco das campanhas de conscientização não devem ser somente os moradores, mas também setores como a agricultura e a indústria. Ela ainda enfatizou a necessidade do governo se unir com universidades e outras instituições para discutir o que deve ser feito em uma situação de emergência.

Como resultado do debate, o Coletivo Socioambiental desenvolveu a “Carta Coletiva para Enfrentamento da Escassez de Água na Região Bragantina”. O documento abrange pontos como uma nova relação com o consumo de água, questões de incentivos e exigências de soluções de reuso, captação e armazenamento de água da chuva.

 

CULPADOS E SOLUÇÕES

 

Para a engenheira ambiental, o foco não deve estar em apontar os culpados pela crise no abastecimento de água, mas sim em encontrar soluções para o problema. “A nossa tendência é ficar discutindo. A culpa é de quem? A gente está numa crise. Agora a gente tem que pensar juntos em soluções”, defendeu.

Mesmo assim, ela entende que os governos também devem ser responsabilizados pela situação e não somente a empresa que presta o serviço, já que ela é responsável apenas por uma questão operacional, enquanto a gestão fica por conta do próprio governo. “Quem faz articulação, quem faz programa, projetos no sentido de políticas públicas não é a prestadora de serviços”, explicou.

Isadora também sugeriu algumas ações práticas no dia a dia que podem evitar o desperdício de água: não lavar calçadas, usar água da máquina de lavar roupas para limpar o quintal, reduzir o tempo no banho e não lavar o carro. “Temos que nos focar nos usos essenciais da água”, enfatizou.

 

CADÊ A ÁGUA QUE ESTAVA AQUI?

 

Com o intuito de aproximar a comunidade da represa, despertar e sensibilizar as pessoas para a situação de modo que elas renovem seus hábitos de consumo, propor uma reflexão sobre as causas e consequências da falta de água e incentivar a formulação de políticas públicas para um uso melhor dos recursos hídricos, o Coletivo Socioambiental realizará a 5ª Expedição Fotográfica, que abordará o tema: “Cadê a água que estava aqui?”.

Na ação, que ocorrerá no próximo dia 23, sábado, os participantes poderão conhecer a represa e registrar imagens dela. As melhores fotos serão selecionadas e exibidas em uma exposição virtual. A atividade será gratuita e as inscrições deverão ser feitas de 16 até 19 de agosto pela internet.

Em breve, mais informações sobre a expedição serão divulgadas.

 

SAIBA MAIS SOBRE O COLETIVO

 

O Coletivo Socioambiental de Bragança é um programa do Ministério do Meio Ambiente, que teve início em março de 2007 e por meio da coordenação da Sala Verde Pindorama, vinculada à Secretária Municipal de Educação, reúne representantes de instituições, empresas, ONGs e toda a comunidade para discutir propostas e planejar ações de educação ambiental não formal para a comunidade.

O grupo realiza diversas atividades, como reuniões mensais, expedição fotográfica, cine debate, feiras de troca, e o curso anual de agente socioambiental.

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image