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Como manter o comércio em período de isolamento social

Informações da consultoria Ebit/Nielsen apontam que o e-commerce no país teve salto de 18,5%, entre os dias 31 de março a 6 de abril comparados à semana anterior. O aumento foi impulsionado pela busca por conveniência e entrada de novos consumidores brasileiros na modalidade de compra devido a pandemia do novo coronavírus.

Entre os produtos que tiveram a maior participação no crescimento estão Casa e Decoração (+23.5%), Informá-tica (+22.3%), Eletrodomésticos (+21%), Eletrônicos (+20.3%) e Telefonia (+12%). A Páscoa também contribuiu para o crescimento de vendas e faturamento no e-commerce durante o período. Os pedidos aumentaram 322% entre os dias 29 de março a 6 de abril de 2020, em relação ao período de 7 a 20 de abril de 2019. 

O professor Djalma Antônio Musetti Júnior, mestrando em pesquisa na área de dinâmica das micro e pequenas empresas e comportamento do consumidor, conversou com o Jornal Em Dia e passou dicas valiosas para ajudar a manter o comércio funcionando em tempos de crise.

Inicialmente o professor indicou que é essencial delinear objetivos e metas, além de fazer um bom planejamento estratégico. “O planejamento estratégico nada mais é do que uma orientação sobre o que eu quero fazer e onde eu quero chegar. Tudo pode alterar o planejamento, de repente uma mudança de legislação altera o cenário”, afirmou o professor.

Analisar as finanças agora é uma boa pedida, pois com a pandemia tem várias empresas que não sabem o que fazer. “A primeira coisa é fazer uma revisão financeira. Muitos pensam primeiro em cortar pessoal, mas talvez esse não seja um corte inteligente, as vezes uma economia de caneta, copos, uma luz que fica acessa desnecessariamente, um computador, enfim, uma revisão de cobranças e ver onde está errando”, opinou Musetti.

Opções de crédito - Todo mundo em algum momento da vida já gastou um pouco mais do que deveria, por isso, Djalma ressalta que o crédito é um dinheiro que não é nosso e que propostas com juros mais baixos são bem-vindas desde que necessárias. “Se eu fizer um replanejamento das contas eu posso resolver a situação ao invés de buscar o crédito fora?”, indagou.

Tenha plano de contingência -  Aregra valiosa para não meter os pés pelas mãos é não confundir as contas da empresa com as contas pessoais. O ideal é que o proprietário da empresa tenha um pró-labore e a empresa tenha plano de contingência. “O plano de contingência é algo que você paga para não utilizar, um percentual do faturamento deve ser reservado para eventualidades. Escutamos situações que as pessoas não conseguem parar de trabalhar, talvez seja a falta de um planejamento. É momento de “tirar o pé do acelerador” e mudar aspectos da gestão empresarial. Não gaste todo orçamento, tire uma parte para aplicar em renda fixa, nem que seja caderneta de poupança”, orientou.

Fidelize seu cliente -  Não trate o cliente como se fosse um número. Chame-o pelo nome e conheça suas preferências. Em tempos de rede social temos acesso tão fácil as pessoas que a gente se descuida do olho no olho. “Entender o que o cliente precisa é fundamental para conseguir seu retorno. Pesquisa e pergunte, faça o pós-venda. Mais difícil do que trazer um cliente pela primeira vez é trazer pela segunda vez”, aconselhou o professor.

Faça vendas pela internet -  Quem não é visto não é lembrado. Se o comerciante não tiver grande demanda de vendas talvez esta não seja a hora de ter um site e arcar com custos de homologação de pagamentos com cartão de crédito e hospedagens. Muitas pessoas estão se virando bem com vendas e anúncio de serviços pelo WhatsApp, Instagram e Facebook.

“No WhatsApp tome cuidado para não ser invasivo e não cansar o cliente e acabar bloqueado. Peça autorização e opção de cadastro para receber essas mensagens. Faça boas fotos dos seus produtos, cuidado com a iluminação, o fundo da imagem. Exponha seu produto, se houver reclamação, procure responder e resolver imediatamente”, disse o professor. Ele recomendou ainda migrar para lojas online como Mercado Livre, Lojas Americanas, Magazine Luiza, pois há ferramentas gratuitas e formas de pagamento seguras.

Djalma chamou atenção para a postura dos profissionais nas redes sociais e para evitar misturar perfis profissionais com perfis pessoais. “Já vi clientes perderem vendas por causa de opiniões no Facebook. Uma imagem leva anos para ser construída e pode ser desgastada em questão de minutos. Evite postagens polêmicas”.

 

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