No dia 23 de abril, quarta-feira, o Edith Cultura e outras tantas representações que ainda não consigo listar, tomaram posse no Conselho Municipal da Cidade (Concidade). Esses conselheiros, representantes de diversas áreas de atuação no município, terão como missão, entre 2014 e 2018, deliberar e discutir assuntos de muita relevância para Bragança, como as reformas no Plano Diretor, integração das políticas fundiárias e de habitação, saneamento ambiental e de trânsito, transporte e mobilidade urbana.
Ou seja, esse seleto grupo ajudará a definir o futuro da cidade. Somos representantes da sociedade civil atuando em conjunto com o poder executivo.
Nossa primeira reunião já é extraordinária e será na próxima quarta-feira, 7, quando discutiremos e votaremos mudanças nas políticas habitacionais de moradia popular que incluem a verticalização de áreas com a autorização para construção de prédios com até 8 andares, garantindo o acesso, via elevador, apenas quando o prédio tiver mais de 5 andares, e criação de condomínios urbanizados, de pequeno, médio e grande porte, este último quando contar com mais de trezentas moradias, entre outras coisas.
A verticalização por si não é um problema, mas é necessário que ela venha acompanhada de bons projetos urbanísticos, que considerem adensamento excessivo, sobrecarga de vias públicas e plano de mobilidade urbana, mesclando, num mesmo bairro, a existência de residências e polos comerciais. É necessário que se priorize o transporte público de qualidade a preço compatível, infraestrutura que inclua vagas em hospitais e escolas, preservação do meio ambiente, enfim, crescimento com qualidade de vida e desenvolvimento aos cidadãos.
É sempre válido lembrar que a verticalização da cidade de São Paulo não resolveu os problemas sociais, mas criou outros. Hoje, se propaga um “transbordamento” populacional na região metropolitana, afetando as cidades lindeiras e transformando estradas em verdadeiras avenidas, pois a ocupação do solo se deu de forma desorganizada, favorecendo apenas o adensamento populacional.
Por meio do Concidade, temos a possibilidade de exercer nossa plena cidadania e experimentar as benevolências de um regime democrático. E como podem perceber, há muito o que se discutir para que possamos chegar à conclusão de como estas alterações devem ser feitas para realmente beneficiar os moradores da urbe.
Para que esse processo seja efetivo de fato, queremos abrir espaço para discussão com o público que representamos, por intermédio de nossas redes sociais: https://www.facebook.com/edith.cultura e https://twitter.com/edithcultura, blog http://www.espacoedithcultura.blogspot.com.br ou por e-mail: edith.cultura@yahoo.com.br.
Só assim, acreditamos, o processo será realmente participativo.
Daniela Verde - Diretora Executiva - Edith Cultura
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