Os casos de dengue em Bragança Paulista estão crescendo em ritmo acelerado e a necessidade de conscientização da população é fundamental.
Se, por um lado, o poder público deve investir na distribuição de material informativo e também promover ações de abordagem dos munícipes, explicando os perigos da doença e orientando sobre maneiras de prevenção, entendemos que os cidadãos devem agir com mais responsabilidade, sabendo que o problema pode efetivamente bater à sua porta.
Muita gente não sabe, mas há quatro tipos diferentes de dengue e qualquer um deles pode causar a dengue hemorrágica, que é mais grave que a forma comum da doença, podendo ocasionar até a morte.
Diferentemente de outras enfermidades, a dengue pode acometer uma pessoa mais de uma vez. E aí mora o perigo porque, nesses casos, o doente tem mais chances de complicações do quadro clínico, incluindo o desenvolvimento da dengue hemorrágica.
De acordo com o Ministério da Saúde, as estatísticas apontam que a chance de morte no caso da primeira manifestação da dengue clássica é zero. Já na dengue hemorrágica a taxa é de aproximadamente 3%.
Nossa intenção ao divulgar essas informações, que evidenciam a gravidade da doença, não é causar pânico, mas alertar que a dengue é perfeitamente evitável, basta que cada um faça a sua parte. E não se trata de fazer investimentos, mas de adotar medidas simples, como manter pratos de vasos de plantas com areia e não permitir de forma alguma acúmulo de água em seu quintal, seja nas calhas, em objetos ou no próprio chão.
Pessoas que têm mais de uma propriedade também devem se conscientizar de manter os imóveis em que não habitam livres de criadouros do mosquito transmissor. Em Bragança, há imóveis com piscinas que não têm recebido o cuidado necessário por parte dos proprietários e, assim, colaboraram com o significativo aumento dos casos de dengue neste ano.
A proliferação da doença assusta, especialmente, porque 2014 vem sendo atípico em relação a chuvas. Temos vivenciado uma seca histórica. Imaginem vocês, leitores, se estivéssemos em tempos normais, em que as chuvas tivessem vindo como deveriam. Não teríamos, provavelmente, o problema dos baixos níveis da represa, mas talvez, uma epidemia de dengue generalizada na região.
Vale à pena citar ainda que em abril deste ano, Bill Gates divulgou um estudo em que aponta que o mosquito é o animal que mais mata o homem no mundo. São 725 mil mortes por ano, em média.
Por tudo isso, convocamos a população a não esperar que o vizinho faça a parte dele. Faça, você, a sua, eliminando criadouros e também difundindo as informações que sabe sobre a doença.
A prevenção é o melhor remédio e também uma questão de cidadania, ética e respeito mútuo.
Uma boa semana a todos!
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