Na última semana falamos sobre a importância do desenvolvimento do dinheiro no mundo, desde o escambo até a utilização do sal como moeda. Hoje vamos concluir essa história, e assim estaremos prontos para, nas próximas semanas, conversarmos sobre a moral do dinheiro, seus benefícios, malefícios e como educar-se e ensinar os seus filhos financeiramente, bem como assuntos diversos sobre economia e negócios.
Metais como moedas!
O museu de valores do Banco Central do Brasil informa que quando o homem descobriu o metal, logo passou a utilizá-lo para fabricar seus utensílios e armas anteriormente feitos de pedra. Por apresentar vantagens como a possibilidade de entesouramento, divisibilidade, raridade, facilidade de transporte e beleza, o metal se elegeu como principal padrão de valor. Era trocado sob as formas mais diversas. No início, em seu estado natural, depois sob a forma de barras e, ainda, sob a forma de objetos, como anéis, braceletes, etc. O metal comercializado dessa forma exigia aferição de peso e avaliação de seu grau de pureza a cada troca. Mais tarde, ganhou forma definida e peso determinado, recebendo marca indicativa de valor, que também apontava o responsável pela sua emissão. Essa medida agilizou as transações, dispensando a pesagem e permitindo a imediata identificação da quantidade de metal oferecida para troca.
Os primeiros metais utilizados na cunhagem de moedas foram o ouro e a prata. O emprego destes metais se impôs não só pela sua raridade, beleza, imunidade à corrosão e valor econômico, mas também por antigos costumes religiosos. Nos primórdios da civilização, os sacerdotes de Babilônia e estudiosos de astronomia ensinavam ao povo a existência de estreita ligação entre o ouro e o Sol, a prata e a Lua. Isso levou à crença no poder mágico destes metais e no dos objetos com eles confeccionados, desta forma, impondo poder ao dinheiro.
Surge o papel-moeda?
Já na Idade Média, surgiu o costume de se guardar os valores com um ourives, pessoa que negociava objetos de ouro e prata. Este, como garantia, entregava um recibo. Com o tempo, esses recibos passaram a ser utilizados para efetuar pagamentos, circulando de mão em mão e dando origem à moeda de papel. No Brasil, os primeiros bilhetes de banco, precursores das cédulas atuais, foram lançados pelo Banco do Brasil, em 1810. Tinham seu valor preenchido à mão, tal como, hoje, fazemos com os cheques.
Cheques e Cartões de Crédito
Enquanto os franceses atribuem a origem da palavra cheque ao vocábulo inglês to check - “verificar”, “conferir” – os ingleses sustentam que a palavra é originária do francês echequier que significa “tabuleiro de xadrez”. Segundo os ingleses, as mesas usadas pelos banqueiros quando recebiam os cheques tinham a forma de um tabuleiro de xadrez, daí o seu nome. Alguns dizem que os romanos inventaram o cheque por volta de 352 a.C. Outros admitem ter sido criado na Holanda, no século XVI. Em Amsterdã, cerca do ano 1500, o povo costumava depositar seu dinheiro com cashiers (bancos), o que representava menor risco do que guardá-lo em casa.
De acordo com alguns historiadores recentes, o cartão de crédito surgiu nos Estados Unidos na década de 20. Postos de gasolina, hotéis e firmas começaram a oferecê-los para seus clientes mais fiéis. Eles podiam abastecer o carro ou hospedar-se num hotel sem usar dinheiro ou cheque, e depois pagariam a conta.
O que podemos aprender de toda essa longa história? Percebemos, como na semana passada, que o desenvolvimento financeiro foi progressista e muito esforço se fez para tal. Não foram medidas as consequências que o mundo poderia ter com esse crescimento. O bem da verdade é que o dinheiro hoje é essencial para a sobrevivência, e sua escassez é um fato. Não porque estão acabando as cédulas ou moedas, e sim escassez porque os “grandes homens” assim o querem. A grande dúvida é: existe a possibilidade de um dia humanamente falando, a fome, a pobreza e a falta de estrutura findar para sempre? Certamente não! Isso me faz lembrar o que o sábio Rei Salomão de Israel disse: “... homem tem dominado homem para seu prejuízo...”. Quem ousa discordar de tal pronunciamento?
*Relatos históricos de: http://www.bcb.gov.br
Renan Williams Moore Brito
Bacharel em Ciências Contábeis
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