Edith Cultura é apresentado na Câmara

Na tarde dessa terça-feira, 2, Daniela Verde de Oliveira participou da sessão ordinária da Câmara Municipal, durante o momento reservado à Tribuna Livre. Apresentada pelo vereador Quique Brown, ela fez uma apresentação do projeto Edith Cultura.

Daniela contou que o projeto existe desde 2007 e é uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que todo ano recebe autorização do Ministério da Justiça para continuar atuando, o que dá credibilidade ao trabalho, conforme explicou.

“O Edith Cultura trabalha como embrionário de ações culturais”, disse Daniela, afirmando que o projeto desenvolve ações voltadas a festivais, cinema, música e seus desdobramentos.

O Festival de Arte Serrinha, que já existe há 12 anos, e o Cardápio Underground, que existe há 10 anos, são dois festivais promovidos pelo Edith Cultura. O primeiro trabalha com artistas já consolidados, promovendo oficinas, palestras e shows. Já o Cardápio Underground atua na área de música e cinema e reúne artistas independentes que têm trabalhos autorais.

Daniela relatou que outra ação do Edith Cultura é o Cineclube. A Oscip manteve convênio com a Prefeitura, por dois anos, para a prática desse projeto. Porém, segundo ela, a gestão anterior cancelou o convênio porque considerou pequeno o público que vinha frequentando as sessões, cerca de 20 a 40 pessoas.

O Edith Cultura também já realizou o Segunda Party Total e realiza o Rock na 9 e o Grito Rock.

Mencionando o Combo de Oficinas que está ocorrendo na Serrinha, Daniela disse que o local é a célula-mãe das atividades do Edith Cultura, sendo usado como teste, como projeto piloto. Participam desse Combo de Oficinas, atualmente, 200 jovens, a partir de 13 anos, de cinco bairros do entorno da Serrinha.

Neste ano, o Edith Cultura também está credenciado no programa Cultura é Currículo, do governo do estado, sendo apontado como um dos Lugares de Aprender, o que possibilita visitas monitoradas de alunos da rede estadual ao projeto.

O 1º Encontro de Teatro Entre Serras e Águas, que teve a primeira reunião realizada no dia 27 de março, com a presença dos artistas Guilherme Leme e Helena Ignez, também foi organizado pelo Edith Cultura. Essa ação vai promover outros dois encontros, em Atibaia e Piracaia, e terminará com a oferta de residência na Fazenda Serrinha, no mês de junho, com duas companhias teatrais, sendo uma de São Paulo e outra de Portugal.

Daniela ressaltou que o Edith Cultura só consegue fazer todas essas ações graças aos parceiros e, assim, citou-os, agradecendo pelo apoio. Ela disse que fez questão de apresentar o trabalho aos vereadores para que eles conheçam e convidou-os a participar dos eventos promovidos pelo Edith.

O vereador Quique Brown contou que por meio de atividades desenvolvidas pela Oscip, bandas de vários países e de praticamente todos os estados brasileiros já estiveram em Bragança. “Isso mostra o quanto o Edith Cultura já levou o nome de Bragança pelo país e para outros países também”, apontou.

Quique observou que há, no governo municipal, uma mania de pagar a artistas o cachê colocado. Ele explicou que isso ocorre quando em vez de pagar, por exemplo, R$ 10 mil a determinado artista, o contratante escolhe pagar R$ 14 mil, mas para que o próprio artista arque com despesas de passagens, hospedagens e alimentação. O vereador disse que isso é muito ruim porque não valoriza as coisas da cidade, como os hotéis e restaurantes. “São ações muito pequenas, mas que poderiam ser muito positivas para a cidade”, analisou.

Quique disse que o Edith Cultura recebe emendas parlamentares e também recursos da Lei Rouanet e do ProAc (Programa de Ação Cultural).

Outro assunto abordado por Quique foi que as peças teatrais exibidas em Bragança ficam cerca de R$ 4 mil mais caras do que em Itatiba, porque naquele município a Câmara possui teatro próprio.

Os vereadores Juzemildo Albino da Silva e Florisvaldo Rodrigues parabenizaram Daniela pelo trabalho à frente do Edith, sendo que Juzemildo opinou que seria importante levar as ações para todos os bairros da cidade.

Por fim, após o vereador Quique ter opinado que a Secretaria de Cultura e Turismo não funciona adequadamente com esses dois setores, Daniela disse que discorda disso e que acha que a pasta pode sim desenvolver um bom trabalho nas duas áreas. “Muitos eventos culturais atraem turistas”, afirmou, citando exemplos e defendendo que a cultura seja tratada como setor econômico.

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