O assunto da semana, caros leitores, novamente é educação. Por um lado, a notícia positiva de que o município irá zerar, a partir do ano que vem, a lista de espera, tanto para o Ensino Infantil quanto para o Ensino Fundamental. Por outro, a notícia da emissão da sentença da Vara do Trabalho local sobre a situação dos professores que evoluíram apresentando certificados de cursos à distância realizados em instituições de idoneidade duvidosa.
Quanto ao primeiro assunto, é como disse o promotor da Vara da Infância e Juventude, Bruno Paiva Garcia, só nos resta parabenizar a administração por ter conquistado algo que sempre foi muito cobrado, pela população, por vereadores e pela própria imprensa, e que vai trazer benefícios diretos, especialmente às crianças e suas famílias.
A reorganização feita na Secretaria Municipal de Educação, que vai possibilitar a criação de mais de cinco mil novas vagas, é algo que deveria ser estendido a toda a Prefeitura. A vice-prefeita Huguette afirmou que, desde que assumiu, achava que o número de funcionários da pasta era demasiado e comprovou isso reestruturando a rede sem a necessidade de contratar mais gente. Se algo parecido fosse feito em todos os setores do Executivo, especialmente atentando-se para os cargos comissionados, além de enxugar a folha de pagamento e economizar recursos públicos, a Prefeitura de Bragança Paulista ganharia uma nova cara, ficaria, no mínimo, mais dinâmica.
Agora, quanto à evolução dos professores, é importante ressaltar que a discussão ainda terá muitos capítulos. A decisão da Vara do Trabalho local é apenas um deles. Isso porque, esse processo, com o aviso do prefeito de que irá recorrer para a segunda instância, será julgado novamente e, além disso, há inquérito civil tramitando na Justiça comum.
Interessante destacar o fato de a Justiça do Trabalho ter apontado a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação na aceitação dos cursos. Até então, apenas o Jornal Em Dia, salvo engano, cobrava isso. Afinal, se os professores fizeram os referidos cursos e apresentaram os certificados, houve, do outro lado, quem os aceitou e validou as evoluções. No nosso entendimento, desde o início dessa polêmica, ambas as partes são culpadas, cada uma delas tem sua parcela de culpa, sim, e merecem ser responsabilizadas e punidas de acordo com a lei.
Portanto, não concordamos com essa visão de que houve boa-fé do professorado que aderiu a essa forma fácil de evoluir, houve, na verdade, oportunismo, apesar de não nos caber opinar sobre isso em nível judicial. O tempo nos contará mais sobre esse assunto.
No mais, vale registrar que publicamos novamente uma matéria sobre a realização de projeto voltado a crianças e adolescentes, a fim de divulgar ações positivas que existem na cidade voltadas a essa faixa etária especialmente. A ONG Viva Vila, mesmo após denúncias de supostas irregularidades e sem receber subvenção da Prefeitura, continua em atividade e aberta a novos alunos.
Uma boa leitura e uma boa semana a todos!
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