Munícipe relata problemas com linha de ônibus
Nesta semana, a Coluna Em Dia com o Leitor recebeu uma reclamação do assistente de T.I. Pedro Lucas Silveira Mourão, residente do Bairro Água Comprida, referente ao transporte público no município, realizado pela empresa Nossa Senhora de Fátima. Pedro relatou que usa o serviço diariamente para ir e voltar do trabalho, no Centro, mas vem encontrando problemas desde a retomada das atividades.
“Quando a gente estava na época de quarentena, eu até entendo que a Nossa Senhora de Fátima reduziu muitas linhas. No período que a gente estava, eu entendo ter que ficar um pouco mais na zona urbana, ter menos linhas, mas os ônibus estavam vazios. Eu entendo o lado das empresas, eu trabalho numa empresa e eu sei que ela precisa de dinheiro para pagar seus funcionários, só que no dia 6 [de junho], voltamos com a flexibilização e, no dia 8, os ônibus já estavam indo lotados para a cidade, com excesso de pessoal”, conta.
O munícipe explicou que chegou a fazer reclamações na empresa para falar que as linhas estavam sobrecarregadas. “Isso me revoltou e eu liguei na empresa. Eu tenho o costume, toda vez que eu vou resolver alguma coisa do tipo, gravo as ligações, então eu já aviso a pessoa que estou gravando. E informei que as linhas estavam sobrecarregadas, liguei primeiro na Nossa Senhora de Fátima, eles me informaram que não tinha previsão para voltar as linhas normais. Tem muita gente que está indo de carro porque não consegue chegar no serviço no horário”, explica.
Segundo ele, a disposição dos ônibus dessa linha mudou com a quarentena, mas ainda não foi normalizada. “Na verdade, nesse horário tinha duas linhas itinerárias, um carro grande que era o ônibus normal, e um carro extra que era um micro-ônibus que vinha pra cidade. Com a quarentena, eles tiraram esse micro-ônibus e deixaram só o ônibus correndo, porque realmente o ônibus estava vazio; eu liguei lá e avisei que o ônibus normal já estava lotado, já não estava tendo assento”, completa.
Outra reclamação de Pedro é com relação à escassez de horários da linha que utiliza. “Eu saio do meu serviço às 17h, mas só eu trabalho com T.I. (Tecnologia da Informação) lá, então eu não consigo sair sempre 17h; tem um ônibus que sai daqui 17h10, depois disso, só às 19h15. As duas coisas que pedi para a Nossa Senhora de Fátima: voltar a linha das 19h15 e a linha das 18h”, diz.
No entanto, segundo Pedro, a empresa ainda não tomou providências quanto às solicitações. “O atendente falou que dependia de uns relatórios que estavam sendo levantados ainda na semana, para passar pra Secretaria de Mobilidade Urbana, que ia ver se podia voltar ou não porque ela que tem que aprovar o alvará. Eu liguei na secretaria e disseram que não podiam resolver o meu problema, que dependia dos relatórios. Então, eu falei que daqui a uma semana a gente conversava, e o atendente falou que se estivesse rodando mesmo com bastante gente, daqui a uma semana, estaria funcionando. Esperei duas semanas, e na quinta-feira, 17, fui pegar o meu ônibus, mandaram um micro-ônibus, que já estava com os assentos ocupados e não ia deixar a gente subir, deixou subir por que o motorista era conhecido”, fala.
Com isso, o assistente de T.I. decidiu expor a situação nas redes sociais. “Eu gravei um vídeo, cheguei aqui no meu serviço, liguei para eles, falei que queria falar com o gerente da empresa, eles falaram que não iriam me atender, e eu falei que eles tinham até as 11h para entrar em contato comigo, senão eu iria postar o vídeo, e foi o que eu fiz. Eu entrei em contato com a secretaria, ninguém podia me atender, entrei em contato com a linha, ninguém podia me atender, fiz o que eu achei o óbvio: postei o vídeo”, declara.
Até a publicação desta matéria, o vídeo postado por Pedro nas redes sociais tinha cerca de três mil visualizações. O munícipe finalizou falando que essa foi a forma que encontrou de fazer sua voz ser ouvida e reivindicar os seus direitos e de muitas outras pessoas, já que essa não é a única linha de ônibus que vem apresentando problemas na cidade. De acordo com ele, há inúmeras reclamações de usuários, principalmente os de linhas da zona rural.
A coluna ressalta que está à disposição para esclarecimentos da empresa Nossa Senhora de Fátima.
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