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Saúde

Escalada da pandemia no interior preocupa autoridades paulistas

O governador João Doria reforçou, nesta quarta, 20, grave preocupação das autoridades estaduais com o avanço alarmante do coronavírus nos municípios do interior e do litoral de São Paulo. Entre 30 de abril e 18 de maio, o percentual de casos confirmados e mortes por Covid-19 em todas as 15 regiões administrativas do estado superou o índice registrado na Grande São Paulo.
“É hora de compreendermos a gravidade das circunstâncias que o Brasil e São Paulo estão enfrentando na pior fase do coronavírus desde a sua chegada”, declarou o governador. “É preciso que tenhamos todos consciência desta gravidade para evitar que mais brasileiros percam as suas vidas”, acrescentou Doria.
No último dia 4, os registros do governo do estado já apontavam que o avanço da doença no interior e litoral era quatro vezes mais rápido que na Grande São Paulo.
No início de abril, as 606 cidades fora da Grande São Paulo – que abrange a capital e outros 38 municípios – somavam 129 casos confirmados e fecharam o mês com 4.389 infectados, com aumento de 3.302% no mês. No mesmo período, a região metropolitana da capital passou de 2.793 casos para 24.309, com 770% de avanço do coronavírus.
Em maio, a tendência de expansão acelerada do coronavírus no interior e no litoral foi confirmada em apresentação conduzida pelo secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi. O crescimento proporcional de casos entre 30 de abril e 18 de maio mostrou muito mais força fora da Grande São Paulo, que registrou 108% no período.
Nas demais regiões administrativas, a taxa de aumento de casos foi maior: Presidente Prudente (379%), São José do Rio Preto (309%), Ribeirão Preto (234%), Sorocaba (227%), Bauru (210%), Franca (197%), Vale do Ribeira (185%), Barretos (184%), São José dos Campos (178%), Marília (173%), Campinas (170%), Itapeva (167%), Araraquara (167%), Baixada Santista (156%) e Araçatuba (138%).
Também entre 30 de abril e 18 de maio, o ritmo do número de mortes provocadas pelo coronavírus em seis regiões administrativas do interior e litoral foi proporcionalmente maior que o da Grande São Paulo, que registrou 104% de elevação nos óbitos.
Os índices foram maiores em Barretos (267%), Araçatuba (260%), São José do Rio Preto (167%), Itapeva (150%), Baixada Santista (121%) e Bauru (107%). As regiões com aumentos de mortes por Covid-19 em ritmo menor que o da Grande São Paulo foram Campinas (90%), São José dos Campos (84%), Presidente Prudente (80%), Sorocaba (80%), Marília (71%), Franca (67%), Ribeirão Preto (55%), Araraquara (33%) e Vale do Ribeira (33%).


Contratação de 4.500 leitos

Serão contratados 4.500 leitos da rede privada, sendo 1.500 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para atendimento exclusivo de pacientes com casos suspeitos ou confirmados. 
“Com essa medida, São Paulo praticamente dobra o número de leitos disponíveis para o atendimento aos pacientes com coronavírus”, comentou o governador João Doria. “Em vinte dias, todos os leitos deverão estar implantados e operacionalizados. Até no máximo, 11 de junho”, garantiu Doria sobre a medida recomendada pelo Centro de Contingência do Coronavírus do Estado de São Paulo, dada a incidência do número de pessoas infectadas. 
O estado de São Paulo tinha 3.500 leitos de UTI no SUS. Depois do surgimento da pandemia do coronavírus, são 1.624 novos leitos habilitados. 
A secretaria irá pagar uma diária de R$ 1.600 por dia nos leitos de UTI, com previsão de um total de 270 mil diárias. Já para as vagas clínicas, a remuneração será de R$ 1.500 por cinco dias ou mais, com previsão de 108 mil diárias. 
“Estamos diante de um preocupante cenário de escalada da pandemia, com risco de estrangulamento do sistema. Por isso, o Centro de Contingência recomendou, a partir de estudos técnicos, a contratação de leitos em parceria com a iniciativa privada, o que nos dará condições de acolhermos os doentes de coronavírus, seja os que precisam de UTI ou leito hospitalar clínico”, afirma José Henrique Germann, secretário de Estado da Saúde de São Paulo, e um dos 16 especialistas em saúde que compõem o Centro de Contingência do Coronavírus.

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