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Educação

Estudantes de Arquitetura e Urbanismo da USF se queixam de mudanças no curso

Estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Universidade São Francisco (USF) publicaram, nesta semana, uma carta aberta nas redes sociais, expressando sua insatisfação com relação ao curso e aos posicionamentos por parte da coordenação e reitoria.

“Com a alteração e redução da grade acadêmica, sentimos que a desvalorização da grade acadêmica vem ocorrendo desde o ano de 2019, onde disciplinas de suma importância para a formação de novos profissionais deixaram de ser ofertadas, com a justificativa de que as mesmas estariam ‘diluídas nos demais componentes acadêmicos’”, afirmam.

Os alunos se queixam também da redução da carga horária presencial e a incorporação do modelo híbrido à nova grade. A diminuição das aulas presenciais teria como foco a realização de “práticas de competência”, as quais, segundo os estudantes, não seriam efetivas e estariam prejudicando aqueles que estão realizando trabalhos de conclusão de curso. Também houve redução de um dia letivo, para quatro dias semanais, durante os dez semestres da graduação.

“Tal redução de carga horária ainda ganhou destaque neste semestre, em que os alunos de TFG [Trabalho Final de Graduação] terão seus atendimentos reduzidos a 15/20 minutos por semana, abrindo espaço para o chamado ‘atendimento metodológico’, com 6h/semana. Redução esta que ocorre em momento crítico para a conclusão de curso destes alunos, que se encontram na metade do processo de trabalho final e terão seu desenvolvimento individual de projeto prejudicado neste restante de ano letivo”, completam.

Outra reclamação é a exoneração de professores considerados de excelência pelos alunos, incluindo orientadores de TFG/TCC, “o que apenas piorou com a pandemia com a desculpa de ‘corte de gastos’ e de que ‘o curso conta com professores demais’”, relatam.

O Jornal Em Dia conversou com alunos do Centro Acadêmico de Arquitetura e Urbanismo de Bragança Paulista, que relataram que os problemas começaram desde 2019, quando houve mudança na reitoria do curso. Segundo eles, a Universidade não oferece uma resposta concreta aos seus questionamentos.

“O Centro Acadêmico, representantes de sala e demais alunos prezam por um diálogo transparente com a Universidade, porém, a mesma não mostra se importar com uma qualidade de ensino de fato e com a satisfação dos discentes e docentes. Tendo em vista que, em todas as reuniões realizadas com a atual gestão e com a gestão anterior da coordenação, só recebemos respostas esquivadas para as reivindicações feitas”, afirmam.

Os graduandos ainda ressaltam que durante o período de pandemia, no qual diversos alunos estão enfrentando problemas financeiros, a mensalidade não foi reduzida em momento algum, “mesmo com os diversos cortes acadêmicos e a tão falada ‘economia de gastos’”.

Eles encerram o documento salientando estarem decepcionados com o que chamam de “decadência” da Universidade, “uma vez que seu histórico no curso de Arquitetura e Urbanismo tem sua excelência há anos, servindo de exemplo com grandes profissionais atuando no mercado”. “Agora, infelizmente, temos que dizer que é mesma que muitos de nós teremos de carregar em nossos currículos”, concluem.

O OUTRO LADO

A Universidade São Francisco respondeu à carta publicada pelos estudantes nas redes sociais. Confira o posicionamento da instituição:

“Identificamos a postagem e gostaríamos de ressaltar que a coordenação do curso e direção do câmpus continuam à disposição para oferecer informações detalhadas sobre as metodologias de ensino adotadas. Reforçamos ainda que a Universidade investe continuamente para o aprimoramento dos serviços oferecidos em consonância com as melhores práticas na área educacional. Os bons resultados obtidos continuamente junto ao MEC atestam o comprometimento da instituição para com a sua comunidade”.

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