Eu vi uma mãe... (Parte 2)

Texto dedicado à Claudete Lopes da Silva Fernandes, minha mãe e avó do Lucas

 

A constante transformação da vida é mesmo o que há de mais belo nela. As mudanças e o que elas trazem consigo, os aprendizados, as alegrias, os medos todos... ah, tudo isso é sagrado!

É a manifestação do Altíssimo, impelindo-nos a aprimorarmo-nos enquanto seres magicamente feitos à sua imagem e semelhança.

E com que alegria grata é que vi minha mãe tornando-se avó. Deus a agraciou com essa dádiva, oferecendo-lhe em tempo oportuno a delícia de bracinhos que pedem colo, sabendo que irão encontrar infinitamente mais que isso. Colo de vó, segundo tenho observado e sentido, é lugar santo, onde o próprio Deus cuida de aninhar seus pequenos.

E se já era ela zelosa com os filhos, o zelo e amor só fizeram aumentar quando da chegada do neto. É amor insano!

É a vida se manifestando em gestos de cuidado extremoso, é a vida pedindo pra ser vivida em cada momento, cada fralda, cada mamadeira, cada: “A vovó tá aqui!” ou “Quem é o nenê lindo da vovó?”

E como essas frases são reconfortantes, são tais quais sussurros do Altíssimo atingindo a alma... Se a vovó está aqui, é como se o próprio mantenedor da vista estivesse.

 Não, essa frase não tem valia alguma. Ele está! Ele sempre está onde o amor está. Ele é amor em sua essência. E há lugar mais apropriado pro amor fazer morada que nos braços de uma avó?

Eu a vi ser mãe, eu a vejo sendo a avó e meu amor e admiração por ela aumentam à mesma proporção que sua dedicação ao exercício de amar...

Exercício laborioso esse, complexo, como o é o próprio Deus, mas também tão recompensador, que suas bênçãos só poderão ser contabilizadas mesmo na Eternidade!

Amamos você, mamãe!!!

O Lucas a ama, vovó!!!

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