Expectativa frustrada: projeto sobre promoção dos guardas civis é retirado da pauta

Na tarde de terça-feira, 2, a Câmara de Bragança Paulista realizou nova sessão ordinária, cuja pauta continha quatro projetos e duas moções. Uma das propostas tratava de atender antiga reivindicação da Guarda Civil: a promoção dos guardas que atingissem 25 anos de tempo de serviço. Porém, o projeto sequer foi votado, pois a Prefeitura pediu sua retirada para melhores estudos.

O projeto em questão tramita no Legislativo desde março deste ano e havia recebido pareceres favoráveis de todas as comissões da Câmara. Mesmo assim, houve a retirada, por meio de ofício encaminhado pelo Executivo ao Legislativo. Nenhum vereador comentou o fato.

Outros projetos foram votados e receberam a aprovação unânime dos edis. Foi o caso do PL 20/2015, que autoriza o Executivo a conceder subvenção à Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases) no valor de R$ 20 mil para custeio de projetos literários, e do PL 22/2015, que autoriza a Prefeitura a repassar R$ 40 mil à Sociedade Ítalo-brasileira para custeio de obras de reforma na parte interna do prédio e aquisição de materiais permanentes para uso da sede.

Também foi aprovado por 14 votos favoráveis e dois contrários, dos vereadores Juzemildo Albino da Silva e Valdo Rodrigues, o projeto que declara de utilidade pública a Associação Brasil SGI.

As moções em pauta, que pediam ao Executivo estudos visando à implantação do Agiliza Móvel e à transformação da Usina Hidrelétrica Dr. Geraldo Tosta em Centro de Turismo Ecológico, Laser e Aprendizagem Ambiental foram aprovadas por unanimidade.

VICE-PREFEITA NA TRIBUNA

A Tribuna Livre foi ocupada, na última terça-feira, 2, pela vice-prefeita e secretária municipal de Educação, Huguette Theodoro da Silva. Apresentada pelo líder do prefeito, vereador Noy Camilo, ela explicou como está o andamento do Plano Municipal de Educação, que tem prazo estipulado para regulamentação até 24 de junho.

De acordo com a secretária, o prazo é impossível de ser cumprido. Ela acrescentou que o Plano Estadual de Educação de São Paulo também não está pronto e que o MEC (Ministério da Educação) terá de entender a situação.

Huguette contou, então, que o Plano Municipal de Educação foi elaborado com a ajuda dos professores da rede municipal, os quais fizeram as sugestões durante reuniões sobre o tema.

A secretária disse aos vereadores que em breve vai encaminhar à Câmara o projeto sobre o Plano e se colocou à disposição para esclarecer eventuais dúvidas.

Noy Camilo ressaltou que o Plano estipula metas a serem cumpridas nos próximos dois anos, com possibilidade de revisão a cada dois, mas que muitas coisas que estão sendo propostas pelo Plano Nacional de Educação já acontecem em Bragança Paulista.

ASSESSORIA É DEFENDIDA POR VEREADOR

Vários assuntos foram comentados durante a manifestação dos vereadores. O destaque foi a entrega das unidades habitacionais do Conjunto Nicola Cortez, ocorrida na segunda-feira, 1º, que foi mencionada por vários vereadores, os quais se disseram felizes pelo ato.

Além disso, já ao final da sessão, durante a manifestação de assuntos de interesse pessoal, o vereador Paulo Mário Arruda de Vasconcellos saiu em defesa da assessoria da Casa.

Sem citar nomes, ele disse que havia pessoas na Câmara que estavam atacando a assessoria, mas que ela estava lá para ajudar os vereadores e não atrapalhar. Além do mais, tratava-se de funcionários concursados que merecem respeito.

Paulo disse, ainda, que a pessoa a qual estava se referindo já havia levado manifestante para falar na Tribuna Livre sobre palestra paga, o que fere o decoro parlamentar. O vereador encerrou avisando que de agora em diante irá rebater todas as ameaças que forem feitas à assessoria.

O vereador Valdo Rodrigues, então, perguntou ao presidente Tião do Fórum: “Posso responder?”. Tião quase deferiu o pedido, mas foi alertado por Paulo de que o momento das inscrições já havia passado.

Miguel Lopes, por sua vez, foi ao microfone e disse que Paulo direcionou as críticas para um vereador, mas que havia mais colegas fazendo esses ataques à assessoria e questionando as posições dos vereadores e que, por isso, na próxima sessão ele também se inscreveria para falar sobre o assunto.

Os trabalhos foram encerrados por volta das 19h.

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