Fabiana Alessandri faz reflexão sobre o Dia Internacional da Mulher e apresenta dados sobre a violência

A cada cinco mulheres, uma delas já foi vítima de violência dentro de casa. E em 80% desses casos os agressores são namorados e maridos. Os dados são do Mapa da Violência 2012 e comprovam que entre as inúmeras conquistas, já efetivadas pelas mulheres, uma delas ainda requer muito empenho e conscientização: o direto a não violência. Na mesma linha, estão as informações divulgadas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que apontam que, nos últimos 10 anos, mais de 50 mil mulheres foram mortas em crimes violentos.

“Os números das pesquisas assustam, mas retratam a realidade vivida pelas mulheres no país”, comentou a vereadora Fabiana Alessandri ao apresentar os dados como ponto de partida para uma reflexão referente ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Segundo ela, o país já apresentou alguns avanços e como exemplo de expressivas políticas públicas implantadas no Brasil, ela citou as delegacias da mulher e a lei “Maria da Penha”. “Porém é notório que ambas precisam ser repensadas”, avaliou. Ao explicar, ela disse que as delegacias especializadas enfrentam dificuldades para atender seu público. “Especialmente em função de que a violência requer um atendimento multidisciplinar, que vá além da prática policial, da repressão, mas que promova mudança nas relações entre os envolvidos pela violência”, ponderou.

Quanto à lei “Maria da Penha”, em vigor desde 2006, Fabiana Alessandri acredita que ela ainda requer muito debate e atenção da sociedade para que cumpra, efetivamente, o seu propósito de atuar na prevenção da violência, na proteção às vítimas e na punição de agressores. “Caso contrário, a sensação é de impunidade”.

Fabiana Alessandri ainda aproveitou a data para cobrar a construção, em Bragança Paulista, da Casa da Mulher Vitimada. Recentemente, a Câmara Municipal aprovou moção de autoria da vereadora, em que ela apela ao Executivo pela implantação da unidade. A casa funcionaria como um abrigo e seria destinada ao atendimento de mulheres e crianças vítimas de violência. Atualmente, por falta de estrutura, as mulheres que sofrem agressão não dão sequência no processo contra o agressor e, dessa forma, continuam sendo agredidas. “A maioria das vítimas registra ocorrência, mas, quando deixam a delegacia elas são obrigadas a voltar para a casa. O abrigo tiraria a mulher e os filhos da convivência com o agressor, além de oferecer um serviço complementar de assistência social e suporte psicológico”, explicou.

Ao finalizar, Fabiana Alessandri cumprimentou as mulheres pela data. “As dificuldades ainda são visíveis, mas o dia merece ser comemorado. Afinal, as conquistas são frutos de batalhas travadas diariamente”.

 

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