Fabiana Alessandri pede criação de casa abrigo para mulheres vítimas de violência

A vereadora Fabiana Alessandri protocolou moção ao prefeito municipal solicitando a criação de uma casa abrigo às mulheres vítimas de violência no município. Trata-se de uma batalha antiga da vereadora que espera que agora, nesta nova administração, venha a se tornar realidade.

Fabiana explica que o combate à violência contra a mulher é uma luta diária. “Essa violência não escolhe idade, classe social, raça, religião e orientação sexual. Está presente diariamente em muitos lares bragantinos”, conta.

De acordo com a vereadora, Bragança Paulista necessita urgentemente desta casa abrigo para acolher estas mulheres. A intenção é que, neste local, elas encontrem amparo com psicólogas, orientação jurídica, cursos e oficinas voltados à geração de renda.

Em 2012, foram registradas 796 ocorrências contra mulheres, sendo dois homicídios, em Bragança Paulista, de acordo com as informações da Delegacia da Mulher.  Quase 100% dos casos (778) se tornaram processos e foram julgados no Fórum.

Esta porcentagem de casos julgados, ou ainda em fase de julgamento, somente foi possível porque, desde o ano passado, quem pratica lesão corporal contra a mulher é obrigatoriamente processado pela Justiça.

Antes disso, a mulher, após registrar um boletim de ocorrência na delegacia, precisava fazer uma representação no Fórum contra o agressor e, por muitas vezes, sentia medo, dependência emocional e insegurança quanto às condições financeiras e mantinha a vida conjugal, ignorando o grave problema.

A Delegacia da Mulher orienta que as mulheres vítimas de violência doméstica se informem e registrem boletim de ocorrência na Rua Santa Clara, 101, no Centro de Bragança Paulista.

No Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, Fabiana destacou que a sociedade precisa se opor a qualquer ato discriminatório e lutar para que homens e mulheres tenham condições de igualdade e liberdade.

“O Brasil precisa ser mais feminino, mais igualitário, mais tolerante”, argumenta a vereadora, que lembra ainda a presença da mulher em diversas profissões, principalmente nos trabalhos públicos, e a consequente quebra de preconceitos.

 “Conquistamos o direito de voto e hoje somos a maioria do eleitorado brasileiro, mas ainda representamos a minoria no Executivo, Legislativo e Judiciário. A eleição da presidenta Dilma é histórica, mas a política no Brasil ainda é essencialmente masculina”, concluiu.

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image