Falta de Deus

Nessa semana, Bragança Paulista novamente foi destaque do noticiário nacional devido à captura do assassino de uma adolescente. Desta vez, a cidade não foi o local do crime, serviu para a desova do cadáver, o que motivou que a investigação da polícia fosse feita aqui e também a vinda do criminoso para cá, após sua prisão, em Foz do Iguaçu.

A crueldade e a frieza com que o réu confesso descreve o que fez impressionam e nos levam a pensar em quão terrível pode ser o homem. Em quão maligna pode ser a mente do ser humano. E também em como alguns estão distantes de Deus. Sim, porque pessoas que cometem crimes como esse, que são capazes de arquitetar planos que causem dor e sofrimento a outras pessoas e viver como se isso fosse algo normal, só podem estar distantes de Deus e, com isso, chegaram ao ápice do egocentrismo.

Deus é essencial em nossas vidas, e não falamos aqui de religião, mas do Deus que é único, verdadeiro e nos quer como irmãos para cumprir sua missão.

Nessas ocasiões, notamos que aqueles que têm Deus em seus corações ainda têm muito a fazer na terra. Muitos a conquistar, muitos em quem plantar a semente do amor, do perdão e da compreensão.

Ouvimos alguns comentários nessa semana, sobre o que teria levado Marcelo a se tornar o responsável pelo “Crime da Mala”. Teria ele tido uma infância difícil e se acostumado a conseguir o que quer tirando dos outros? Ou será que teria sido alguém acostumado a ter tudo na vida, mediante qualquer preço.

Qualquer das hipóteses não justifica o ocorrido e, principalmente, não traz o tempo de volta, não evita toda a dor pela qual a família da vítima passou e certamente passa até hoje.

Por amar demais a esposa, Marcelo disse ter matado Renata, no intuito de o casal ficar com o filho dela. Que amor é esse? Um amor voltado a si próprio e aos interesses dos seus? Seria essa uma forma moderna de amar? Ame a ti mesmo e faça uso do teu próximo para alcançares os teus objetivos?

Esperamos que não, mas esses são os questionamentos que fazemos, com o objetivo de que os leitores reflitam. E esperamos também que casos como esse não se repitam, nem em Bragança e nem em outros lugares, que Deus ocupe os corações das pessoas e que elas busquem encontrá-lo e não se afastem dele, para que o mundo se torne mais humano.

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