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Educação

Governo de São Paulo recua e decide disponibilizar livros em formato impresso e digital para alunos

No começo do mês, o governo de São Paulo havia divulgado que não iria mais receber livros didáticos físicos do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) a partir do ano de 2024. No entanto, no último sábado, 5, o governador Tarcísio de Freitas informou que irá disponibilizar o material de forma impressa e digital, para que cada aluno escolha qual formato prefere.

Seguindo a decisão inicial, de acordo com a pasta da Educação, as escolas estaduais teriam que, a partir do 6° ano do Ensino Fundamental, adotar apenas o uso de material 100% digital enquanto o material físico ficaria limitado aos anos escolares iniciais.

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Renato Feder, afirmou, em entrevista coletiva na última segunda-feira, 7, que a decisão do governo de não aderir ao material didático e pedagógico do PNLD foi tomada porque os livros não podem receber anotações dos estudantes, uma vez que são repassados para outros alunos ano a ano.

“A Educação de São Paulo possui material didático próprio alinhado ao currículo do estado e usado nas 5,3 mil escolas, mantendo a coerência pedagógica. Para os anos iniciais, material digital com suporte físico; nos anos finais e ensino médio, material 100% digital”, informou a Secretaria de Educação.

O secretário defendeu ainda que o estado decidiu sair do programa após uma pesquisa feita pela pasta apontar que “84,4% dos alunos do Ensino Médio afirmam utilizar: nunca, raramente ou ocasionalmente os livros do PNDL”. A pesquisa foi feita no ano passado, na gestão do ex-governador Rodrigo Garcia (PSDB). 

Após repercussão negativa, com críticas de educadores, a gestão estadual recuou, passou a afirmar que o material será impresso para todos e que o custo já estava previsto no orçamento.

Tarcísio disse que houve má comunicação sobre o plano e que as duas opções vão estar disponíveis. O governador não esclareceu se São Paulo voltará ao PNLD ou se vai somente imprimir o material didático produzido no estado.

Em nota, o Ministério da Educação afirmou que a “permanência no programa é voluntária, de acordo com a legislação” e que o “MEC segue de portas abertas ao diálogo e à cooperação junto a estados e municípios, sempre cumprindo o papel de articulação dos entes para a construção de uma educação pública, gratuita e de qualidade para os estudantes brasileiros”.

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