Fotos: Joel R. Castilho/Jornal Em Dia Bragança
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Política

Jota Malon e Bruno Leme detalham a polêmica do IPTU na sessão da Câmara

Os vereadores Jota Malon e Bruno Leme participaram da coletiva de imprensa no gabinete do Palácio Santo Agostinho para detalhar o que ocorreu na última sessão ordinária da Câmara Municipal de Bragança Paulista na terça-feira, 11. Ambos votaram contra a urgência do projeto, que teve como foco a revogação das mudanças no imposto, o que gerou bastante controvérsia entre os parlamentares e a população.

JOTA MALON: "O PROJETO É UMA FARSA"

Jota Malon, vereador e líder do prefeito na Câmara, fez duras críticas ao projeto de lei apresentado. Segundo ele, o projeto foi trazido de forma apressada e sem a devida discussão com os vereadores. "O projeto chegou de afogadilho na Câmara na segunda-feira à tarde, e foi praticamente apresentado pelo Miguel Lopes debaixo do braço", afirmou Malon. Para ele, o projeto de revogação do IPTU não passa de uma farsa, pois, mesmo que aprovado, não teria impacto algum sobre o imposto a ser cobrado em 2025.

O vereador também ressaltou que a pressão da oposição, que mobilizou a população com o uso de carros de som e redes sociais, foi uma tentativa de gerar um sentimento de urgência, mas sem uma base sólida para justificar tal pressa. "Eles queriam fazer tudo na marra, sem tempo para discutir a fundo. Não podemos votar em algo que não sabemos nem o que é", comentou, criticando a falta de diálogo e transparência por parte dos proponentes do projeto.

BRUNO LEME: "A JUSTIÇA SOCIAL PRECISA SER CONQUISTADA"

Por sua vez, o vereador Bruno Leme, vice-líder do prefeito, também demonstrou sua insatisfação com a urgência do projeto. Ele destacou a falta de debate sobre a proposta e a ausência de convite para conversar com os vereadores da base sobre o assunto. "Votar a favor de uma urgência sem sequer discutir o projeto não parecia uma atitude sensata", disse.

Bruno, que tem uma trajetória de atuação em comunidades populares, revelou sua preocupação com a forma como as alterações no IPTU afetariam diretamente os cidadãos da periferia, como os moradores da Zona Norte, onde ele cresceu. "Eu sou filho e neto de uma tirante do Jardim da Fraternidade. Não posso votar contra os interesses dos mais pobres, que seriam mais uma vez penalizados", afirmou, referindo-se aos possíveis aumentos no imposto que afetariam as classes mais baixas da cidade.

O parlamentar também se referiu a uma situação de hostilidade que enfrentou durante a reunião, onde foi ameaçado por um cidadão enfurecido com seu posicionamento. "Eu estava sendo ofendido o tempo inteiro, e a ameaça física de ser agredido por um cidadão só deixou claro o abismo de classe social que existe em nossa cidade", relatou. Para o vereador, o problema não está apenas nas questões fiscais, mas também na falta de oportunidades para as classes mais baixas, que não têm os mesmos recursos para organizar manifestações ou defender seus direitos.

O debate sobre o IPTU trouxe à tona as desigualdades existentes na cidade. Bruno Leme criticou a discrepância entre os valores pagos pelos moradores de diferentes regiões de Bragança Paulista. "Não me parece justo que uma pessoa pague R$ 63,00 de IPTU no Jardim Bonança e outra pague R$ 1.000 no Torozinho. A diferença de classe social é gritante", disse Leme, enfatizando que o imposto deveria ser mais equilibrado, refletindo a realidade de cada área da cidade.

Além disso, Bruno compartilhou uma conversa com uma moradora do Jardim das Palmeiras, que lhe enviou uma mensagem expressando indignação com o aumento do seu IPTU: "Não me parece plausível uma pessoa do Jardim das Palmeiras me mandar uma mensagem falando que era um absurdo que o terreno dela era R$ 400,00 e agora seria R$ 800,00 se ela falava em nome dos menos favorecidos", disse o vereador, destacando a complexidade e as críticas em relação ao aumento da carga tributária para determinadas regiões.

"Eu entendo que a justiça social nunca é dada, ela é conquistada", finalizou o vereador, fazendo um apelo por mais equilíbrio e menos discriminação nas políticas fiscais da cidade.

Com a votação da urgência rejeitada na Câmara, o projeto de revogação das alterações no IPTU não avançará sem mais discussões. 

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