Começou em Bragança, na última quarta-feira, o projeto Memórias Vivas Bragantinas, que tem por objetivo resgatar a memória e o patrimônio cultural da cidade. A intenção é despertar na população um novo relacionamento espacial e temporal por meio de oficinas, curso de produção audiovisual, curso de formação para professores, exposição de arte, intervenções artísticas e produção de documentários.
Nessa primeira etapa, crianças e jovens puderam participar de oficinas de desenho e de fotografia, como forma de desenvolverem o olhar sobre a questão da memória e do patrimônio.
A oficina de desenho acontece no Museu do Telefone às quartas-feiras e é destinada a crianças de 8 a 12 anos. Na primeira aula, o artista plástico Paulo Von Poser utilizou imagens antigas do próprio Museu do Telefone, em diversos ângulos. A proposta era que as crianças sentassem na Praça José Bonifácio, em frente ao Museu e observassem o que havia mudado no prédio e em torno dele em relação à foto. Elas, então, foram estimuladas a criar intervenções livres nas fotografias. No final da aula, o artista conversou com as crianças sobre as mudanças que notaram na cidade e muitas chegaram a lembrar do antigo cinema.
A oficina de fotografia acontece na Igreja Santa Rita de Cássia, no Jardim da Fraternidade, e é destinada a jovens a partir de 13 anos. No primeiro encontro, o fotógrafo Eduardo Barcellos apresentou aos alunos referências e conceitos sobre o olhar da fotografia, exemplificando com imagens e analisando-as com os jovens. Eles, então, tiveram 20 minutos para circular pelo bairro fotografando o que achassem interessante. Posteriormente, todos discutiram sobre as fotos feitas pelo grupo. Como atividade proposta para a semana, os alunos receberam câmeras descartáveis, ao final da oficina. As fotos serão reveladas e usadas em atividade na próxima aula.
Os trabalhos realizados pelos alunos em ambas as oficinas farão parte de uma exposição prevista para o segundo semestre, em nova etapa do Memórias Vivas Bragantinas. O projeto prevê, ainda, painéis de discussão sobre a questão da memória e do patrimônio, intervenções urbanas, curso para professores, produção de filmes curtas-metragens, e de um documentário média-metragem que será lançado e exibido ao ar livre na cidade.
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