Mesmo com show de renome, primeira noite de Carnaval atrai pouco público para a avenida

No sábado, 1º, teve início o Carnaval Inovação 2014 em Bragança Paulista. Apesar da programação repleta de desfiles e do show de renome, poucas pessoas prestigiaram a primeira noite de folia.

O sábado também foi marcado por atrasos. O show do grupo SPC (Só Pra Contrariar) com o cantor Alexandre Pires estava previsto para começar à meia-noite, porém, os artistas entraram no palco à 2h de domingo, 2. Isso devido à sequência de atrasos das escolas de samba, especialmente as mirins.

Passaram pela Passarela Chico Zamper na primeira noite da Folia de Momo as agremiações mirins Herdeiros da Dragão, Vila do Amanhã e Novinhos de Julho.

Em seguida, desfilou a Realeza Imperial, escola de samba da terceira idade.

SOCIEDADE FRATERNIDADE

Já no Grupo de Acesso, a Sociedade Cultural Fraternidade, carinhosamente chamada como Fratê, desfilou com o samba-enredo “Nosso olhar reflete na avenida o meu anjo em uma aquarela de sonhos e cores”.

A comissão de frente tratou de representar as primeiras cores que surgiram no mundo. O abre-alas fez menção ao tesouro existente no fim do arco-íris. A primeira ala veio toda vestida de preto e branco a fim de levar o público a refletir como seria o mundo só com essas cores.

A importância das cores usadas nos semáforos foi lembrada na segunda ala. O casal de mestre-sala e porta-bandeira exibiu muitas cores em suas fantasias, pois recebeu o nome de casal multicor. A terceira ala foi dedicada ao sol, que proporciona junto a chuva belos arco-íris.

A ala show veio em seguida homenageando a comunidade da Fratê. A bateria pintou o sete, deixando registrada sua homenagem aos pintores que colorem as paisagens urbanas. Nas fantasias das baianas, predominou a cor azul.

A sétima ala representou o universo e a oitava o Brasil Tropical, abençoado por Deus e colorido pela natureza. Por fim, a escola encerrou o desfile com o segundo carro alegórico, chamado do aquarela de sonhos e cores, contrastando o verde das matas com o azul do mar.

 

IMPÉRIO JOVEM

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Jovem prestou uma homenagem ao Jardim Júlio de Mesquita Filho, com o samba-enredo “JuMeF – Fundado para a alegria”.

A comissão de frente, chamada de Festas e Prendas, lembrou o início do bairro, com festas juninas, bailes de garagem e carnavais, que estreitaram a relação entre vizinhos e fizeram com que se formasse uma enorme família. O abre-alas prestou homenagem ao povo humilde e trabalhador do Jardim Júlio de Mesquita. A primeira ala lembrou que foi nesse local que surgiu o primeiro distrito industrial da cidade.

A segunda ala fez menção aos clubes de futebol que surgiram no bairro e que foram responsáveis por dar muita alegria aos moradores. E o segundo carro alegórico fez questão de preservar as memórias de pessoas e fatos do local.

A ala das baianas homenageou as mães do bairro, que faziam quitutes saborosos para as festas. A bateria da Império Jovem representou as escolas e blocos que surgiram no Jardim Júlio de Mesquita. O casal de mestre-sala e porta-bandeira prestou seu agradecimento pela acolhida que o bairro deu a Império Jovem.

A terceira ala falou da chegada do conhecimento ao local, com a instalação da Fesb (Fundação Municipal de Ensino Superior de Bragança Paulista), do Instituto Federal e de escolas municipais e estaduais. A união da comunidade foi representada pela quarta ala.

O terceiro carro alegórico encerrou o desfile fazendo menção à praça, onde as rodas de amigos se formavam para jogar conversa fora, fazer poesias e sambas.

 

MOCIDADE INDEPENDENTE JÚLIO DE MESQUITA

A Mocidade Independente Júlio de Mesquita explorou o tema “Mitos, Lendas e Superstições” em seu desfile.

Na comissão de frente, a escola retratou a procissão das almas, com integrantes vestidos de zumbis, que ameaçavam pegar os foliões em determinados momentos. O abre-alas simbolizou as florestas, onde surgiram muitos mitos e lendas. A primeira ala da Mocidade fez menção ao sagrado guaraná e a segunda ao mito do milho.

A ala das baianas representou a noite de estrelas de um luar dourado. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira ostentou o mito da mãe de ouro. A terceira ala lembrou dos contadores de história, responsáveis por preservar os mitos e lendas. Em seguida, veio a ala show e, então, a bateria, que simbolizou os senhores africanos.

As águas de Iemanjá também foram lembradas em uma ala específica, assim como a coruja, animal conhecido por representar mau agouro, e o espelho quebrado, cuja superstição diz que ele dá sete anos de azar.

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira representou os amuletos. Desfilaram ainda as alas do arco-íris e do dinheiro e o segundo carro alegórico, que foi chamado de Lendas e Superstições.

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