Moradores vizinhos à Santher se indignam com publicação de “inverdades”

O Jornal Em Dia recebeu, no sábado, 22, a visita de moradores vizinhos à empresa Santher, que solicitaram a publicação de um texto, no espaço reservado a manifestos de leitores, para registrarem sua indignação quanto à publicação de uma matéria em outro jornal local.

Conforme contaram os moradores, que de 2010 a 2012 sofreram com a possibilidade de desapropriação de suas chácaras pela Prefeitura, foi veiculada uma matéria, no dia 15 de junho, em que foram publicadas o que eles chamam de “inverdades”.

O trecho que gerou a revolta foi o seguinte: “(...) Os fatos passaram a se desenrolar a partir do momento em que uma comissão de proprietários dos terrenos localizados nas vizinhanças da empresa, no Bairro Curitibanos, foi até os vereadores daquela legislatura reclamar que a Prefeitura iria desapropriar as áreas para doar à Santher. Diante da pressão, os vereadores rejeitaram o pedido de desapropriação feito pela Prefeitura e não apresentaram nenhuma alternativa. A direção da Santher optou por transferir o CD (Centro de Distribuição) para Arujá”.

Diante disso, os moradores entraram em contato com o referido jornal, pedindo que a informação publicada fosse corrigida. Porém, se depararam com a negativa do jornal e, por isso, enviaram à redação o seguinte manifesto:

“Como leitor deste conceituado jornal, venho pedir a publicação do texto que ora segue.

Concordamos que não podemos deixar a Santher sair de Bragança, para não perder com qualidade e quantidade de vagas de trabalho e os impostos por ela gerados.

A construção do trevo, anunciada pelo DER, não beneficiará apenas as indústrias citadas, mas sim, todos os usuários da rodovia, principalmente os moradores do bairro devido ao perigo constante que são os veículos longos e lentos de transportes de cargas das referidas indústrias ao adentrarem na rodovia.

Quanto à história mencionada pelo BJD, em 15 de junho, não concordamos, trata-se de inverdades, pois não houve a tal comissão de proprietários dos terrenos localizados na vizinhança da empresa, que foram até os vereadores da antiga legislatura para pressioná-los. Fomos até o plenário da Câmara, como outros a favor da desapropriação também o fizeram, para divulgar a todos as meias verdades que estavam sendo veiculadas na imprensa.

Quanto aos vereadores terem rejeitado a inclusão de verbas orçamentárias para a desapropriação, não foi devido a “tal comissão de moradores e a pressão” e sim pela falta de transparência, impessoalidade e ilegalidade do ato de desapropriação. E relembrar novamente este episódio parece-nos picuinha política.

Tanto que os decretos de desapropriação só foram revogados após a conclusão do meritíssimo promotor Dr. Adonai Gabriel, no inquérito civil 14.0215.0000237/2011-3, que diz:

“(...) a necessidade para a desapropriação em questão mostra-se falha, e até mesmo inexistente, e a finalidade, obtusa e por demais suspeita (...) tais atos de desapropriação, se levados adiante, poderiam restar eivados de vício de ilegalidade por desvio de finalidade (...) Ademais, a moralidade e a probidade administrativa não compadecem com o uso do poder político-administrativo em benefício de terceiros particulares (...)”.

Assim, gostaríamos que esse episódio fosse esquecido para o bem-estar dos moradores, para uma boa legislatura dos vereadores em questão e para a continuidade da referida indústria como geradora de benesses ao município. São aspirações deste contribuinte, cidadão cumpridor de suas obrigações, que também luta e exige seus direitos”.

Vílson Vânio Bratti

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