Nessa terça-feira, 5, a Câmara Municipal de Bragança Paulista realizou a 1ª Sessão Ordinária de 2013, com a presença de todos os vereadores. Na primeira parte da reunião, foi realizada a Tribuna Livre, momento em que foi abordada a mudança de local da Feira da Amizade, também chamada de Feira do Rolo.
O tempo de duração de dez minutos para o participante e mais dez minutos para o vereador apresentante foi extrapolado. Vários vereadores fizeram questionamentos a Rodrigo Gonçalves Gandolfi (feirante) e a Tribuna Livre acabou durando cerca de uma hora.
Rodrigo basicamente contou que os feirantes, que em bom número estavam na plateia, são contra a mudança definitiva de local, proposta pela Prefeitura, porque temem que a feira acabe, devido à falta de público.
Atualmente, a Feira da Amizade acontece na Avenida dos Imigrantes, nas proximidades do SENAI. Um fiscal da Prefeitura teria informado os feirantes, no último domingo, 3, que a feira irá se mudar para o Ceasinha, no Jardim da Fraternidade.
Indagado pelo vereador Paulo Mário Arruda de Vasconcellos, Rodrigo disse que os feirantes sugerem que a feira seja mudada, mas para um local mais próximo de onde já funciona, como na Concha Acústica ou na rua ao lado do Supermercado Russi, depois que essa seja asfaltada.
O participante ressaltou ainda que o movimento da Feira da Amizade se deve em grande parte à proximidade do Rodoterminal. Segundo ele, é grande a participação de pessoas de outras cidades na feira.
O vereador Juzemildo Albino da Silva perguntou a Rodrigo quantos feirantes participam da Feira da Amizade e se há fiscalização. A resposta foi que há cerca de 200 barracas e que já houve fiscalização, mas que agora ela não tem atuado. Padre Juzemildo considerou que a questão tem de ser estudada com carinho e que mais cedo ou mais tarde toda a Avenida dos Imigrantes terá de ser repensada.
Mário B. Silva afirmou que não vai concordar com a maneira de a atual administração querer impor sua decisão aos feirantes, sem diálogo. Ele se colocou à disposição dos trabalhadores para apoiá-los.
Já o vereador Quique Brown sugeriu que os feirantes se organizem em uma associação para terem mais força na hora de reivindicar suas causas.
Miguel Lopes contou que acompanhou alguns feirantes numa reunião realizada na segunda-feira, 4, com representantes do Executivo, apesar de não ter participado dela. Ele se propôs a ajudar na solução do problema, tentando chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes. “Não quero inflamar vocês, mas ajudar”, disse, sugerindo que seja mantido o diálogo e que sejam criadas algumas regras.
Marcus Valle voltou a falar, lembrando que há alguns anos, um promotor entrou com uma ação na tentativa de fechar a Feira do Rolo. Isso porque ocorriam muitos casos de produtos furtados serem encontrados na feira, para serem vendidos. O vereador observou que quem trabalha honestamente não pode ser prejudicado por quem pratica atos ilícitos na feira. Assim, ele considerou de suma importância o cadastramento dos feirantes e a fiscalização frequente e ainda sugeriu que os feirantes experimentem o novo local por certo tempo.
Rodrigo disse que os feirantes não têm notas fiscais dos produtos que vendem e que os que mexem com CDs não vão querer ir para o Ceasinha.
Então, Marcus ponderou que pirataria não é legal em lugar algum. “Atividade ilegal é ilegal em qualquer lugar”, disse.
Rita Valle insistiu que os feirantes devem se reunir em associação para fortalecer suas reivindicações e opinou que, no Ceasinha, os feirantes, especialmente as mulheres, não estarão vulneráveis ao tempo e haverá banheiros. “Talvez o prefeito esteja preocupado em dar qualidade e conforto a vocês. É bastante interessante essa reflexão”, opinou.
Jorge Luís Martin disse que também acompanhou os feirantes em reunião com representantes da Prefeitura e que até foi recebido por secretários municipais para tratar da questão. O vereador alertou, porém, que a mudança da Feira da Amizade pode ocasionar o surgimento de outra feira, no local de costume.
Após vários minutos de discussão, o presidente Tião do Fórum pediu que o vereador apresentante, Antônio Carlos Nunes de Mattos, concluísse o assunto. Bugalu, como é conhecido, contou que desde domingo vem acompanhando os trabalhadores da Feira do Rolo, que segundo ele já existe há 17 anos. Ele reforçou que se a feira mudasse para a Concha Acústica ou para a rua ao lado do Russi seria melhor.
O vereador Paulo Mário sugeriu, então, que um ofício fosse feito ao Executivo, com as sugestões dos feirantes sobre os outros locais para a mudança da feira.
A vereadora Fabiana Alessandri contou que um ofício sobre o assunto já havia sido redigido, por ela mesma, em reunião com os feirantes e outros vereadores e protocolado na Prefeitura. Fabiana ressaltou que a Casa agiu no intuito de ajudar e não de fazer politicagem.
Terminada a Tribuna Livre, os feirantes foram embora.
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