Evangelho de São João 20, 19-23
Domingo de Pentecostes – Nascimento da Igreja – Ano B – 19À tarde desse mesmo dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas onde se achavam os discípulos, por medo dos judeus, Jesus veio e, pondo-se no meio deles, lhes disse: “A paz esteja convosco!”. 20Tendo dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, ficaram cheios de alegria por verem o Senhor. 21Ele lhes disse de novo: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22Dizendo isso, soprou sobre eles e lhes disse: “Recebei o Espírito Santo. 23Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais retiverdes ser-lhes-ão retidos”. – Palavra da salvação.
Pentecostes é a festa da Igreja católica e de todos os cristãos em memória da vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, celebrada no quinquagésimo dia depois da Páscoa, ou seja, celebrada cinquenta dias depois da Páscoa (At 2, 1-11).
Naquele dia, os apóstolos foram batizados no Espírito Santo, conforme determinação de Jesus: “Eis que eu vos enviarei o que meu Pai prometeu. Por isso, permanecei na cidade até serdes revestidos da força do Alto” (Lc 24, 49). Jesus permaneceu, após a ressurreição, durante quarenta dias com os apóstolos, preparando-os para a missão que lhes havia dado: “Ainda a eles, apresentou-se vivo depois de sua paixão, com muitas provas incontestáveis: durante quarenta dias apareceu-lhes e lhes falou do que concerne ao Reino de Deus” (At 1, 3). Jesus está extremamente preocupado com a preparação de seus seguidores. Ensinou-lhes a palavra de Deus, deu-lhes o exemplo pessoal de vida do verdadeiro cristão, sentiu na pele as fraquezas humanas e superou-as. Tudo isso porque seu coração ardia em cuidados por seus apóstolos pois sabia que a missão não seria fácil, como de fato não foi e até hoje ainda não é. Esta dedicação do Mestre faz com que ele determine que não se afastem da cidade até a vinda do Espírito Santo: “Então, no decurso de uma refeição com eles, ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que aguardassem a promessa do Pai, ‘a qual, disse ele, ouvistes de minha boca: pois João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias’” (At 1, 4).
Páscoa quer dizer passagem do Senhor pela terra. Para os judeus, a festa da Páscoa comemora a saída do Egito, onde eram escravos. O Senhor passou por lá para castigo dos egípcios e libertação do povo judeu (Ex 12, 21-27). Para os cristãos, a festa da Páscoa comemora a ressurreição de Jesus e a abertura das portas do céu a todos que creem nele e cumprem suas palavras. Sem ressurreição não há cristianismo, como afirma São Paulo (1Cor 15, 13-19).
Para os judeus, a festa de Pentecostes comemora a vinda do Senhor sobre o Monte Sinai, a entrega da Lei e a realização da Aliança com o povo, cinquenta dias após a saída do Egito (Ex 19, 1-4). Para os cristãos, a festa de Pentecostes comemora a vinda do Espírito Santo (batismo no Espírito Santo) sobre os apóstolos e a confirmação da nova Aliança em Jesus Cristo, cinquenta dias após a ressurreição de Jesus. Este Pentecostes ocorre sempre que se realiza o Batismo de alguém, pois, a partir daquele dia, todos são batizados no Espírito Santo.
A Aliança realizada no Monte Sinai com o povo judeu agora se renova com toda humanidade que aceita Jesus Cristo, como o Messias, o Enviado. Os cristãos formam assim o novo povo eleito.
*Paulo Trujillo Moreno é professor, bacharel em direito, formado em Teologia para leigos e participante das Pastorais Familiar e Litúrgica.
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