A obra do Fórum Waldemar Martins Ferreira, de Bragança Paulista, chegou ao fim, após seis anos. A informação foi anunciada ao Jornal Em Dia pelo secretário municipal de Obras José Eduardo Gonçalves, em entrevista concedida na última quinta-feira, 30.
De acordo com ele, as obras terminaram nessa semana. A única coisa que está faltando é a instalação de um equipamento para acessibilidade. “É uma cadeirinha que acompanha o corrimão, ela vem da Alemanha, mas a empresa já fez a justificativa do atraso por conta de nevasca na Alemanha. Por isso, estão solicitando um aditamento de prazo para entrega da obra, que é só por conta desse equipamento”, explicou o secretário José Eduardo.
A inauguração, no entanto, depende de uma definição da presidência do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo. Até porque, apontou José Eduardo, será necessário mobiliar o novo prédio antes disso, ação que não depende da Prefeitura.
A obra do Fórum bragantino começou em março de 2008 e foi desenvolvida por pelo menos cinco empresas diferentes. A responsável por finalizar os serviços foi a empresa Cem Dez, que teria recebido o valor de R$ 2.048.446,47 nessa última fase da obra.
O novo prédio conta com 1.839,33 m2 de área construída. O investimento foi custeado em 80% pelo governo do estado e em 20% pela Prefeitura.
COLÉGIO SÃO LUIZ
O secretário José Eduardo também comentou sobre a obra do Colégio São Luiz, iniciada em setembro de 2012. Ele contou que os trabalhos da empresa Flasa Engenharia e Construções Ltda. estão focados em fazer a contenção das paredes e da estrutura.
Uma nota oficial sobre o assunto também foi emitida pela Divisão de Imprensa. Ela explica que uma reunião realizada no dia 20 de janeiro, entre o prefeito Fernão Dias da Silva Leme, diversos secretários e representantes da empresa Flasa Engenharia, avaliou que a decisão judicial que permite a continuidade do restauro do prédio autoriza “somente a realização de obras cujo fim seja evitar a ruína do prédio, ficando as demais suspensas”.
Assim, obedecendo essa decisão, a Secretaria de Obras e a Flasa se responsabilizaram por elaborar um documento a fim de analisar até que ponto as obras deverão avançar.
Já ficou acordado entre as partes que a continuidade da obra se dará até a finalização da parte estrutural, “seguindo estritamente a ordem judicial, uma vez que a permissão é parcial e visa somente a preservação do patrimônio histórico e cultural da cidade”, diz a nota.
O secretário José Eduardo afirmou que a obra é complexa e demanda muito cuidado. “Obra de restauro é totalmente diferente de obra de reforma ou de uma construção nova. No caso do Colégio São Luiz, a estrutura foi abalada pelo incêndio. E não só isso. Na medida em que você não tem as amarrações das paredes e elas são muito altas, isso fica demais vulnerável. Então, esse trabalho de estudar essas paredes antigas é o mais chato, mais demorado. Passada essa fase, tenho impressão que a obra deslanche”, declarou.
A lentidão dos trabalhos no Colégio São Luiz, segundo o secretário, é por conta do cuidado que se tem que ter com a obra. “Executa e acompanha. Executa e fiscaliza. E vai sanando os possíveis problemas que aparecem também. É um trabalho de recuperação mesmo”, apontou, acrescentando que o procedimento é realmente necessário. “É algo necessário. As paredes estão vulneráveis, sem amarração. Se fosse parede que é feita hoje em dia já tinha caído. É um trabalho na pontinha do dedo. Tem que ter um cuidado danado para bater uma estaca lá dentro”, exemplificou.
Para que a obra avance até o ponto em que a Justiça autorizou, conforme detalhou José Eduardo, é preciso concluir a parte de estrutura metálica. É ela que vai garantir que as paredes do prédio histórico permaneçam de pé. “O projeto traz algumas lajes internas, as quais não são nem apoiadas nas paredes. Elas são separadas das paredes e apoiadas na estrutura metálica que vai segurar as paredes. Então, no projeto que foi feito, você vê o cuidado que o pessoal teve de não sobrecarregar as paredes”, contou.
O secretário não estimou um prazo para que a obra chegue nessa fase e então paralise até que haja sinalização favorável da Justiça para que ela prossiga. “Após a determinação da Justiça, aí vamos ver que ação vamos tomar”, concluiu José Eduardo.
Na nota oficial enviada pela Prefeitura, ainda consta a informação de que foi feita uma análise técnica e documental do processo de licitação para a obra do Colégio São Luiz e que foram encontradas possíveis irregularidades. “A equipe consolidou o entendimento que o projeto que balizou a licitação não contém os elementos necessários e suficientes para a realização total da obra e que faltam diversos itens necessários à sua realização. Após comparações entre pranchas de projetos, memoriais descritivos e planilhas orçamentárias, foram encontradas diversas divergências entre os quantitativos necessários e suas transcrições nas planilhas. Face tais constatações, decidiu-se por abertura de sindicância administrativa para apurar responsabilidades funcionais e administrativas de todas as partes envolvidas com o processo de contratação da Fupam e eventuais irregularidades nos projetos apresentados”, apontou a Divisão de Imprensa.
A nota informa ainda que há possibilidade de que nova licitação seja realizada, após decisão final do Poder Judiciário.
A obra de reforma e restauro do prédio histórico, que já abrigou o Teatro Carlos Gomes, o Colégio São Luiz e o Colégio Técnico João Carrozzo, foi orçada inicialmente em R$ 6.792.998,21. Em outubro de 2012, houve um aditamento de 6,094%, elevando os custos da obra para R$ 7.206.963,52. Em 2 de janeiro deste ano, um novo aditamento, desta vez de 3,21%, reajustou o investimento em R$ 217.860,30. Assim, o valor total do contrato atualmente está em R$ 7.424.823,82.
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