Cris, você quer escrever comigo o Vida de Abrigo sobre as histórias do gatil?
O convite feito de forma tão alegre pela Márcia me trouxe o receio de não estar à altura das crônicas maravilhosas que ela nos proporciona sobre a vida no abrigo, porém, ela me incentiva dizendo que cada um tem seu estilo e que o importante mesmo é ajudar na adoção deles com o compartilhamento de nossas experiências. Então, aceitei o desafio.
São nossas experiências porque conto com uma equipe de gateiras, Lucélia e Grazi, que dividem comigo as preocupações do dia a dia no gatil.
A primeira vez que entramos no gatil, ficamos nos perguntando como poderíamos melhorar a vida deles e como idealizar novos projetos dentro de um cronograma possível e eficaz, pois nossas verbas sempre seriam curtas.
Logo a Lola (gatinha linda) vem rapidamente nos contar que faltava no gatil era um arranhador para divertir a galera, pois nesse mesmo dia lá se vai minha calça toda cheia de furinhos de amor.
Pronto, Lola, no dia seguinte já foi providenciado o arranhador junto de uma cordinha cheia de brinquedos. Pedido de gatos, a gente não discute! Obedece (porém vou confidenciar a vocês que a Lola nem liga para eles quando estamos lá, porque nossa calça e tênis são mais macios).
Cadastrar um a um, fotografar, dar identidade a eles com nomes amorosos e significativos é a tarefa mais prazerosa das atividades dentro do gatil.
“Este tem carinha de que nome, Lu?” Esse parece com quem, Grazi?”Ah! esse é o Chicão, porque tem cara de danado, essa é a Maggie porque é um docinho, essa é a Lola porque é melindrosa e assim vai nossa lista de nomes e fotos.
“Cris,chegaram três gatinhos pequenos irmãozinhos, como os chamaremos?” Ah, sem dúvida, o nome dos sobrinhos do Pato Donald: Luisinho, Zezinho e Huguinho.
“E esses três amarelos irmãozinhos que chegaram ontem?” Cícero, Prático e Heitor (os três porquinhos) e assim vamos nesta tarefa de amor. Daqui a pouco vamos ter duplas sertanejas, artistas de cinema, jogadores de futebol etc.
Bom, quem tem gatos sabe que eles sempre nos proporcionam histórias maravilhosas para contar, não é?
Esperamos que com mais esse trabalho de divulgação, eles possam encontrar lares amorosos e que o abrigo seja apenas uma passagem na vida deles, e que o tempo que ficarem conosco os gatos estejam em segurança e com a certeza de que são muito amados.
Cristiane Meneghetti Carmignotto – Voluntária Faros d’Ajuda
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