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Palavras de Amor e Vida

Palavras de amor e vida no evangelho dominical

Evangelho de São João 16, 12-15

Festa da Santíssima Trindade - Ano C – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 12"Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará é meu”. – Palavra da salvação.

Com este Evangelho de São João, a Igreja de Jesus Cristo celebra a festa da Santíssima Trindade, que é a festa de Deus, do Senhor que se apresentou ao ser humano por meio de três pessoas distintas: O Pai, criador do universo e de todas as coisas e criaturas visíveis e invisíveis (Gn 1, 1ss); o Filho, redentor da humanidade, aquele que carregou em seus ombros os pecados dos homens e mulheres decaídos por suas maldades (Is 53, 5); e o Espírito Santo, fonte e princípio de nossa santificação (CIC 190).

“Aquele que o Pai enviou a nossos corações, o Espírito de seu filho (Gl 4, 6), é realmente Deus. Consubstancial ao Pai e ao Filho, ele é inseparável dos dois, tanto na vida íntima da Trindade como em seu dom de amor pelo mundo. Mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das pessoas. Quando o Pai envia seu Verbo (o Filho Jesus), envia sempre seu Sopro (o Espírito Santo): missão conjunta em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo que aparece, ele, a imagem visível do Deus invisível; mas é o Espírito Santo que o revela” (CIC 689).

“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora”. Os apóstolos e discípulos de Jesus eram pessoas simples, tiradas do meio do povo, com pouco preparo intelectual. Esperavam um Messias vitorioso que conquistasse o poder pela espada (comentário do domingo de Páscoa). Por isso Jesus diz: “(...) mas não sois capazes de as compreender agora”. O que os discípulos não eram capazes de compreender é que Jesus deveria sofrer e morrer, imolado como vítima pascal em reparação de nossos pecados. Todo este entendimento os discípulos e apóstolos vão adquirir por meio do Espírito Santo.

“Ele (o Espírito Santo) me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará” (v. 14). ‘O Espírito glorificará Jesus, manifestando as riquezas do seu mistério. O próprio Jesus glorifica o Pai (14,13; 17,4). A revelação, portanto, é perfeitamente una; originando-se no Pai e, tendo a sua realização no Filho, termina no Espírito para a glória do Filho e do Pai’ (Bíblia de Jerusalém, pag 2029, letra d). Todo o conhecimento do Pai, do Filho e do Espírito Santo é o mesmo, pois, formando um único Deus trinitário, as três pessoas têm domínio de toda a ciência, sem nenhuma distinção. Mas a doutrina ensinada por Cristo aos seus discípulos se refere apenas ao ensinamento do bem. O Espírito tomará desta doutrina (do que é meu), ensinada por Jesus e, comunicando-lhes seus dons, torná-la-á clara e compreensível ao entendimento dos discípulos.

Paulo Trujillo Moreno é professor licenciado pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, formado em Teologia para leigos pela Diocese de Bragança Paulista e participante das Pastorais Familiar e Litúrgica da Paróquia São Benedito, em Bragança Paulista.

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