news-details
Palavras de Amor e Vida

Palavras de amor e vida no evangelho dominical

Evangelho de São Mateus 21, 1-11

6º domingo da Quaresma – Domingo de Ramos – Ano A – Naquele tempo, 1 Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então, Jesus enviou dois discípulos, 2 dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente e logo encontrareis uma jumenta amarrada e, com ela, um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá’”. 4 Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5 “Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem aí, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”. 6 Então, os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7 Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8 A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam pelo caminho. 9 As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” 10 Quando Jesus entrou em Jerusalém, a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?”. 11 E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”. – Palavra da salvação. 

Neste domingo de Ramos, a Igreja inicia a Semana Santa, que é a última semana da quaresma. Jesus havia cumprido sua missão de evangelizador. Sua catequese se iniciou pela Galileia dos pagãos, no lugar mais distante do centro político e religioso de Israel. Primeiro, levou a Palavra aos esquecidos e abandonados pelas elites, dando mostras evidentes de que Deus não faz distinção entre as pessoas. Andou por todo o país, do norte, da Galileia, para o sul, para a Judeia, onde está Jerusalém e o Templo do Senhor. Todos os humildes, entre ricos e pobres, que ouviram sua voz e viram seus milagres o acataram e reconheceram sua divindade. Agora, Jesus chegou diante de Jerusalém. Lá está o poder político romano e o poder político religioso judeu; mais que isso, lá está o pecado político e religioso representado pela volúpia de manter esse poder a qualquer custo.

Jesus oferece perigo a esta elite porque sua atitude é pastoral. Ele vem manso e humilde, como autoridade que realmente está a serviço de suas ovelhas, para protegê-las e salvar de todo o mal e nunca para explorá-las. Jesus é o ideal de autoridade política e religiosa. Por isso, entra em Jerusalém montado num jumento, como profetizou Zacarias: “Eis que o teu rei vem a ti: ele é justo e vitorioso, humilde, montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho da jumenta” (Zc 9, 9). A mesma humildade de seu nascimento em Belém caracteriza todos os seus atos. Do princípio ao fim de sua missão, Jesus não muda. É sempre o mesmo, mantendo a coerência amorosa do Pai com seus filhos. 

O povo recebe Jesus com alegria, identifica-o realmente com o Messias exclamando: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”. Era por ocasião da festa da Páscoa judaica. Jerusalém estava cheia de judeus e de prosélitos (pagãos convertidos ao judaísmo) que tinham vindo para as cerimônias.

Recentemente, Jesus havia ressuscitado Lázaro. A notícia deste milagre e de outros se espalhara e todos, ao saberem que estava chegando, queriam vê-lo. A multidão o aclamava em altos brados. Àqueles que perguntavam, vinha a resposta: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”. Para quem não o conhece, Ele se torna profeta, mas quem o conhece o aclama como Messias, aquele que veio para salvar o povo de Deus.

Esta popularidade do Mestre acirra os ânimos das autoridades judias contra Jesus. Elas têm medo de perder o prestígio e a posição de comando, por isso, passam a tramar contra sua vida. O pecado deixa-as cegas e surdas. Não conseguem, por conseguinte, ver além dos próprios interesses econômicos e sociais e, assim, perdem a grande oportunidade de conversão oferecida por Jesus. 

Paulo Trujillo Moreno é professor, bacharel em direito, formado em Teologia para leigos e participante das Pastorais Familiar e Litúrgica.

 

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image