Pastor da Igreja Maranata diz que Centro Pop não funcionou

O pastor Luiz Antônio Ramos de Oliveira, da Igreja Missionária Maranata do Brasil, participou da sessão ordinária realizada na terça-feira, 18, pela Câmara Municipal. Indicado pela vereadora Gislene Cristiane Bueno, ele falou sobre a situação de famílias em estado de miséria na cidade.

Há alguns meses, o pastor já esteve na Câmara falando sobre a questão dos moradores de rua, problema que ele afirmou ter ser tornado crônico em Bragança Paulista.

Pastores de outras igrejas também acompanharam o pronunciamento de Luiz Antônio na Tribuna Livre, os quais, segundo o manifestante, “estão preocupados com a situação de miséria que a cidade está entrando”.

Na opinião do pastor, o Centro Pop, implantado pela Prefeitura a fim de acolher as pessoas em situação de rua, não funcionou. Ele afirmou que pessoas ligadas à Igreja Maranata estiveram no Centro Pop e não foram bem recebidas pelos funcionários. “Não entendo porque a situação está descontrolada da forma que está porque sei que há recursos, só não sei como eles estão sendo usados”, declarou.

O pastor ainda se colocou à disposição da Administração para colaborar nessa área, já que atua há muito tempo nela.

Então, o vereador Valdo Rodrigues fez alguns questionamentos ao participante da Tribuna. Quis saber, por exemplo, quantas famílias estão em situação de miséria, pelos dados da Igreja Maranata, por que Luiz Antônio entende que o Centro Pop não está funcionando e se ele conhece as atividades que são desenvolvidas no local.

O pastor disse que não tem dados sobre as famílias em situação de miséria, mas atende cerca de 100 e estima que mil estejam passando necessidades. Sobre o atendimento do Centro Pop, Luiz Antônio afirmou que lá está acontecendo o mesmo que ocorreu com a secretária de Saúde. “Se a pessoa não tem capacidade, tem que pedir ajuda”, apontou.

Valdo sugeriu, assim como já fez há alguns meses, que o pastor Luiz Antônio forme uma ONG (Organização Não Governamental) a fim de promover o trabalho com os moradores de rua, mas com a possibilidade de receber ajuda financeira do poder público. O vereador também orientou que o manifestante compareça a uma reunião da Comissão de Educação e Cultura, Esporte, Saúde, Saneamento e Assistência Social para que os vereadores possam ajudá-lo a fazer isso.

A vereadora Gislene afirmou que o problema dos moradores de rua está crescendo em Bragança Paulista e que o Centro Pop não vai atrás das pessoas, apenas recebe as que o procuram. Acrescentou que o trabalho no local é muito técnico e, por isso, pediu ao prefeito, por meio do secretário municipal de Ação e Desenvolvimento Social, que a parte mais humana seja levada em conta para o atendimento às pessoas em situação de rua.

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