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Meio Ambiente

Poluição plástica: e nós com isso?

No mês de abril, trouxemos aqui algumas informações sobre a poluição plástica no contexto mundial e exemplos de esforços que estão sendo feitos para minimizar esse problemão.

Mas como nós, cidadãos comuns, podemos fazer parte desses esforços?

Muitos já devem ter ouvido falar nos famosos “5 Rs da sustentabilidade”. Embora o foco aqui seja o lixo plástico, o conceito dos 5 Rs vai muito além do nosso tema:

REPENSAR hábitos de consumo é o ponto de partida: será que toda a compra que fazemos é mesmo necessária?

RECUSAR, sempre que possível, produtos descartáveis (plásticos de uso único), como sacolas plásticas, copos, canudos etc.;

REDUZIR o consumo, adquirindo produtos de maior durabilidade, por exemplo, além de evitar desperdício de água e energia elétrica;

REUTILIZAR aqueles produtos que não se prestam mais a seu papel original, dando a eles novas funções. O reaproveitamento é uma forma interessante de aumentar a vida útil de um produto, pois além de postergar o descarte, evita o uso de recursos para a produção de novos produtos.

E, finalmente, o R de RECICLAR, uma ótima solução para a redução de resíduos de difícil decomposição. A reciclagem, grosso modo, é a transformação do “lixo” em um novo produto – um desafio e tanto, custoso muitas vezes. Ainda assim, é considerada a melhor opção sob o ponto de vista ambiental e social, uma vez que essa atividade é também geradora de emprego e renda.

Segundo informações extraídas do documento Monitoramento do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) e analisadas por uma ferramenta de IA (Inteligência Artificial), no ano de 2024, Bragança Paulista só conseguiu recuperar 5,31% de resíduos secos por meio da reciclagem. Isso significa que um gasto enorme de recurso financeiro do município foi destinado ao aterro sanitário para tratamento do lixo, ao invés de serem investidos em saúde, educação e segurança.

Por isso, é importante a sociedade civil participar desse processo. Incorporar os Rs da sustentabilidade nas nossas rotinas se tornam nos dias de hoje uma necessidade imperativa. Separar o lixo doméstico reciclável de acordo com as orientações da Prefeitura para a coleta de lixo seletiva domiciliar, evitar o uso de sacolas plásticas nos supermercados, substituindo por sacolas retornáveis tipo “ecobags” ou caixas de papelão (para aqueles que utilizam as sacolas de supermercado como sacola de lixo, procurar utilizá-las somente para o descarte de lixo úmido, pois o lixo seco não reciclável pode ser descartado em caixas de papelão)... Todas essas são ações simples e fáceis de serem adotadas, e colaboram para diminuir o volume de plástico e lixo de modo geral nos aterros.

Atitudes como exigir e cobrar do poder público atenção máxima à preservação do meio ambiente por meio da adoção de políticas públicas que garantam resultados efetivos e, enquanto consumidores, exigir das empresas de quem compramos que sejam responsáveis nas escolhas das embalagens, dos meios de produção, na oferta de logística reversa, também são importantes ações que qualquer cidadão pode e deve praticar para promover mudanças de comportamento naqueles que, sem dúvida, detêm o poder de decisão.

Já começamos a ver circular no comércio da cidade as sacolas verdes biodegradáveis mesmo antes de sua obrigatoriedade. Precisamos avançar e mais rapidamente!

Ana Ladosky

Coletivo Socioambiental Bragança Mais

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