Prestadoras de serviços e empreiteiras são chamadas para prestar explicações

Na terça-feira, 8, o prefeito Renato Frangini e sua equipe se reuniram com representantes das empresas Meng Engenharia de Trânsito, CDM Construtora e Empreendimentos Ltda., Flasa Engenharia e Tec Det Tecnologia em Detecções, com o objetivo de cobrar explicações sobre as obras e serviços prestados na cidade.

Conforme informou a Divisão de Imprensa da Prefeitura, a primeira reunião foi com Antônio A. Montoro e Luís Gustavo Montoro, representantes da empresa Meng Engenharia de Trânsito, responsável pelos serviços de sinalização vertical e horizontal de trânsito, placas e câmeras de monitoramento.

O contrato com a Meng Engenharia teve vigência de cinco anos e terminou em 20 de dezembro de 2012, mas foi prorrogado por mais 90 dias pela administração anterior. O valor total do contrato foi de cerca de R$ 14 milhões.

Renato Frangini solicitou à equipe da Meng um relatório com todos os serviços e ações realizadas pela empresa e todos que ainda faltam ser concluídos, assim como um estudo da atual situação do trânsito em Bragança Paulista com sugestões de melhorias. O gerente Antônio Montoro afirmou que até o final desta semana, o material será entregue.

OBRAS NA PRAÇA DO MATADOURO E CONSTRUÇÃO DE CASAS POPULARES

Representada pelo diretor Marcos Antônio Florenzano, a empresa CDM Construtora e Empreendimentos Ltda. prestou esclarecimentos sobre a situação, valores e prazos das obras do Centro Cultural no Matadouro, recém-inaugurado, da Praça Jacinto Osório e das casas populares do Conjunto Habitacional Bragança F2, no Henedina Cortez.

Com relação às casas do Bragança F2, Marcos Antônio ressaltou que se trata de convênio firmado com a CDHU em 2007 para a construção de 290 unidades habitacionais, e que, desde então, o padrão das moradias foi mudando. As obras já estavam atrasadas e a última administração assinou um aditamento de contrato com reajuste em 2012 com a empreiteira, cuja vigência contratual vai até maio de 2014 e o prazo para execução e entrega das obras até maio de 2013.

Segundo o diretor da CDM, das 290 unidades, 50 devem estar aptas para entrega em até 90 dias. Situação que decepcionou prefeito e secretários.

Renato Frangini afirmou que não quer mais atrasos, quer objetividade e competência, pois trabalha com prazos. Ainda acrescentou que a empresa deve ser multada pelos dias de atraso e que tem dois caminhos a partir dessa reunião: rescindir o contrato ou assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) restabelecendo os prazos. “O relacionamento agora é outro. Se a CDM quiser continuar as obras, que aceite os novos termos ou rescinda o contrato. Para me entregar as casas daqui a um ano não interessa, Bragança precisa disso para ontem!”, declarou o prefeito.

Frangini explicou a importância e urgência da entrega das casas para a população bragantina, pois serão destinadas aos cidadãos que vivem em áreas de risco. Ele apontou ainda que a Prefeitura tem gastos mensais com o Aluguel Social enquanto a situação não se resolve.

De acordo com a Divisão de Imprensa, a situação apresentada nos casos do Centro Cultural no Matadouro e da Praça Jacinto Osório também não foi satisfatória. A constatação da atual administração é que houve atraso de mais de seis meses nessas obras, modificação das características originais do prédio do Centro Cultural, além de ele ter sido inaugurado inacabado e de estarem faltando itens que constam no projeto, como os quiosques.

Marcos Antônio tentou justificar o atraso alegando atender aos projetos da Prefeitura e determinações do Condephac, mas alegou que entrega tudo até o final de fevereiro.

COLÉGIO SÃO LUIZ

Outra reunião realizada na terça-feira foi com o representante da empresa Flasa Engenharia, responsável pela restauração do prédio do antigo Colégio São Luiz.

Eduardo Zamboin explicou que o primeiro trabalho realizado no local foi a limpeza e remoção de entulhos. As obras devem começar na próxima semana.

Zamboin ressaltou que a demora se dá ao fato de a obra ser atípica e devido ao risco de acidentes pelo estado do local e completou afirmando que levará mais dois anos para terminar os trabalhos. Entretanto, o contrato, assinado em 2012, prevê prazo de conclusão em 24 de dezembro de 2013.

A obra está orçada em mais de R$ 7 milhões, sendo que o valor inicial era de R$ 6.792.998,21.

O prefeito Renato Frangini também propôs para a construtora a assinatura de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) entre as partes estabelecendo multa de R$ 20 mil por dia em caso de atraso na obra, assim como sugeriu para a CDM. “Não vamos tolerar atraso no cumprimento do contrato”, reforçou Frangini.

O representante da Flasa levou a minuta do TAC para ser estudada pelos proprietários da empresa.

TEC DET

Finalizando as reuniões, a equipe de governo conversou com Gilberto Bento, representante da Tec Det Tecnologia em Detecções, responsável pelos radares em Bragança Paulista. Assim como aconteceu com a empresa Meng, o contrato com a Tec Det foi prorrogado até o dia 20 de março de 2013.

Durante o encontro, o prefeito Renato Frangini determinou a retirada de alguns radares. “Entendemos que alguns radares são necessários, mas outros contribuem muito para que o cidadão tenha a sensação de que se trata de uma indústria de multa. Então, estes serão retirados”, explicou.

O secretário municipal de Trânsito e Segurança, Dorival Francisco Bertin, está estudando quais serão os locais alterados, conforme informou a Divisão de Imprensa.

Frangini também explicou ao diretor da empresa que quer investir em campanhas educativas de trânsito, colocar os agentes de trânsito orientando a população e não aplicando multas, e incentivar a colocação de lombadas educativas, sempre com um agente próximo para informar o cidadão.

Além de secretários e demais membros da equipe de governo, alguns vereadores da situação também participaram das reuniões.

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