A maioria de nós, seres humanos, temos o costume de não nos contentarmos com a vida que levamos. Reclamações estão sempre no nosso cotidiano. Não se contentar é o primeiro passo para buscar melhorias, mas, quando as reclamações são excessivas, se tornam um problema, pois é essencial saber reconhecer, ser agradecido ao mundo, ao planeta, às pessoas com as quais convivemos, sob pena de sermos tachados como ingratos.
Mas, em se tratando de poder público, nós, brasileiros, temos nos acostumado a reclamar demais e a fazer muito pouco, o que, na prática, não resolve.
Muitas coisas realmente não vão bem, mas elas não vão melhorar se ficarmos com os braços cruzados. Em Bragança Paulista, especialmente, o Governo Fernão Dias/Huguette tem conseguido implantar medidas positivas em diversas áreas, contudo, vem pecando num setor que, como já defendemos na semana passada, deveria ser prioridade, que é a Saúde.
É importante levar em conta que as falhas na Saúde podem ofuscar ganhos incontestáveis da atual gestão, como a construção de casas populares, que Bragança Paulista não via se concretizar há mais de uma década.
Mas moradia não cura doença, não dá diagnóstico, não prescreve medicamento ou tratamento, ou seja, uma área não supre as necessidades de outra e, então, novamente voltamos ao ponto inicial das prioridades.
É sabido que ninguém é perfeito e talvez nem seja possível encontrar a solução para todos os problemas que a cidade tem. Mas o que o povo vem cobrando, e com razão, é que as coisas básicas funcionem adequadamente, como Saúde, Educação e Segurança.
E a Saúde, de modo especial, não está. E é aí que novamente acreditamos que a população que está encontrando dificuldades tem que se fazer ouvida. Diz o ditado que aquele que cala consente. Pois bem, quem não estiver satisfeito com o atendimento que vem recebendo na Saúde, deve reclamar. Mas não a seu vizinho e sim aos órgãos competentes, como a ouvidoria da Secretaria de Saúde, ouvidoria da ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária), que é a organização social que está administrando os postos de saúde da atenção básica, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a UPA (Unidade de Pronto-atendimento) da Vila Davi, além da imprensa em geral, bem como a seus representantes, os vereadores.
Por meio de reclamações oficiais do povo, será possível a Administração perceber que as críticas que vem recebendo não são apenas munição de inimigos, mas a cobrança justa e oportuna por serviços que estão apresentando falhas e não deveriam, afinal, já estamos caminhando para o fim do segundo ano de mandato.
Uma boa semana a todos!
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