Problemas na Saúde voltam a ser arma para atacar Administração

Desde que a Administração Fernão Dias/Huguette começou, o setor da Saúde ainda não se encontrou. Os problemas são muitos e a impressão que se tem é que ocorre uma espécie de rodízio, ou seja, quando a demora na marcação de consultas e/ou exames é resolvida, há falta de medicamentos nas farmácias dos postos e vice-versa.

Na última sessão ordinária realizada pela Câmara Municipal na terça-feira, 25, vários vereadores voltaram a criticar a Administração em razão da falta de remédios nas unidades de Saúde.

As reclamações foram encabeçadas pelo vereador Leonel Pereira Arantes, que exibiu uma lista com 38 medicamentos que estavam em falta no posto de saúde do Toró.

O vereador José Gabriel Cintra Gonçalves disse que além dos remédios que estão faltando, outro ponto negativo é que o estoque está muito desfalcado, com poucos itens, parece não estar sendo abastecido devidamente.

O líder do prefeito, vereador Noy Camilo, tentou explicar que alguns medicamentos não são de competência da Prefeitura, mas sua tentativa não surtiu muito efeito, pois as críticas continuaram.

Leonel retomou a palavra dizendo estar revoltado com a atuação da ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária) e que a organização social vai deixar cicatrizes na cidade.

A vereadora Gislene Cristiane Bueno também registrou sua opinião sobre o tema, dizendo que muitos pacientes vão às farmácias dos postos em busca de remédios de uso contínuo e acabam tendo de comprá-los quando não encontram, a fim de não suspenderem o tratamento. O problema é que muitas famílias não têm condições financeiras para isso, alertou. Gislene também considerou que a ABBC vem deixando muito a desejar e que ir à Câmara e “falar que está tudo lindo e maravilhoso é fácil”, mas a realidade não é essa.

O vereador Mário B. Silva opinou que o prefeito Fernão Dias da Silva Leme deveria visitar os postos de saúde e ver ele mesmo como anda a situação. “Tem remédio que custa centavos e não tem no posto”, afirmou.

Jorge Luís Martin ainda lembrou que a Administração e a ABBC fizeram promessa de entregar os medicamentos nas casas dos pacientes, mas apontou que o compromisso não foi cumprido e que sequer estão conseguindo fornecê-los nos postos.

Leonel concluiu seu discurso afirmando que vai continuar cobrando melhorias para o povo que o elegeu, pois os empresários amanhã ou depois vão embora, mas o povo fica.

Os pronunciamentos com críticas ao governo municipal, então, se seguiram. O vereador Jorge falou sobre a falta de vagas em creches, a necessidade de se cuidar com mais atenção das nascentes e de planejar o município para ser autossustentável com relação ao abastecimento de água.

Juzemildo Albino da Silva contou que está sentindo a necessidade de o município se preocupar com famílias carentes. Ele acrescentou que o número dessas famílias vem crescendo e que talvez seja a hora de retomar campanhas de arrecadação de alimentos para amenizar a situação. O vereador ainda cobrou providências para o Conjunto Nicola Cortez, devido aos casos de violência e suposta pressão que os moradores estão sofrendo para se recolher a partir de determinado horário, e pediu melhorias para as vias próximas à Avenida Ernesto Vaz de Lima, no Jardim da Fraternidade, a fim de que o fluxo de veículos possa ser redistribuído por elas.

Noy Camilo informou sobre um curso feito por guardas civis da cidade, o qual resultou no envio, por parte do governo estadual, de kits de estiagem.

Já o vereador Marcus Valle voltou a falar sobre os cortes que estão sendo feitos pela Prefeitura em alguns contratos, registrando que não entende por que os vereadores aliados não foram consultados sobre a medida. O agravante, segundo ele, é que a Prefeitura não informa qual a economia que está sendo feita com os cortes, o que dificulta as explicações. “Não temos argumentos para explicar à população”, disse.

Na avaliação de Marcus Valle, o diálogo com os vereadores e o esclarecimento sobre as medidas que estão sendo tomadas poderiam amenizar a insatisfação da população. “Não vou dizer que a Administração é horrível, mas tem coisas que não consigo explicar e que estão queimando a própria Administração”, afirmou.

A vereadora Gislene aparteou Marcus e disse que também faz críticas construtivas à Administração Fernão Dias/Huguette, pois sabe que uma má administração da Prefeitura reflete na Câmara. “Mas somos vistos como adversários e jogados de escanteio”, lamentou.

Após, foi à Tribuna o vereador Miguel Lopes, que reforçou as críticas, dizendo que quer explicações sobre quanto foi cortado do contrato de R$ 11 milhões firmado pela Prefeitura com a empresa que cuida do trânsito. “Não é questão de ser situação ou oposição, mas as coisas estão se agravando”, disse.

O vereador Natanael Ananias, por sua vez, cobrou melhorias na sinalização de trânsito que, em sua opinião, está precária, e para a Avenida Dom Bosco, onde a duplicação se faz necessária e urgente.

O vereador Juzemildo disse que a Prefeitura entrou em acordo com os empreendedores que estão implantando loteamentos na região e que eles se comprometeram a fazer a duplicação, que deixará a via com sete ou oito metros a mais.

Natanael então questionou se não é hora de cobrar esses empreendedores, já que a avenida tem grande fluxo de veículos e está acarretando perigo, de modo especial aos pedestres.

O vereador Paulo Mário Arruda de Vasconcellos, então, contou que recebeu reclamações, durante a cerimônia de inauguração do novo Senai, sobre o transporte coletivo, observando que mais uma vez a Prefeitura pecou por falta de planejamento. Em seguida, ele cobrou respostas do Executivo sobre a cobrança de taxas de certidões de interesse pessoal e pediu informações sobre a redução de salários do prefeito e secretários.

Durante a sessão, ainda foram votados e aprovados por unanimidade a Moção 22/2015, que requer ao Executivo providências para a criação de espaços culturais, denominados “Espirais Culturais”, nas praças e áreas públicas de grande fluxo de transeuntes, e o Projeto de Lei Complementar 19/2015, que institui normas para concessão de Alvará de Funcionamento e de Certificado de Inscrição Municipal.

A sessão terminou às 19h05.

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