Projetos desenvolvidos durante oficina de empreendedorismo sociocultural oferecida pelo Instituto Entrando em Cena ganham o mundo

A primeira edição do projeto Entrando em Cena no Mundo, desenvolvido pelo Instituto Entrando em Cena, foi realizado entre os meses de setembro e dezembro de 2013, em Bragança Paulista. O projeto aconteceu graças a uma campanha de financiamento coletivo, por meio da plataforma de crowdfunding Juntos.Com.Vc. 

Durante as oficinas de criação, desenvolvimento e gestão de projetos socioculturais, seis projetos foram escritos e apresentados pelos jovens e concorreram ao Prêmio Entrando em Cena no Mundo.

Após análise da comissão julgadora e de um júri popular formados por profissionais de referência em diferentes áreas de atuação, três dos trabalhos foram premiados durante a Feira de Ideias e selecionados para receber o apoio financeiro e técnico necessários para sair do papel.

O primeiro deles a ganhar o mundo foi o projeto “Crer para Ser”, desenvolvido por Larissa Lopes, Jacqueline Barbosa, Giovanna Fagundes e Carolina Godoy. Realizado nos dias 18 e 19 de janeiro desse ano, o projeto teve como objetivo promover um final de semana com oficinas motivacionais e uma Feira de Profissões para os adolescentes do loteamento Green Park, a fim de despertar novos interesses e oferecer perspectivas profissionais.

Entre os dias 31 de março e 4 de abril, foi a vez do projeto “Só um Tapinha?”, que visa a combater e prevenir a violência contra a mulher, sair do papel. Criado e desenvolvido por Jaqueline Sousa, a primeira experiência do projeto aconteceu na E.E. Luiz Roberto Pinheiro Alegretti, onde a jovem de 14 anos estuda.

Jaqueline recebeu total apoio da escola, representada pela diretora Marisa de Fátima Estevam e pela coordenadora pedagógica Stella Paschoal, e ainda contou com a colaboração da psicóloga Elaine Nogueira Silva, além do colega André Guimarães da Silva.

Como forma de fazer com que os jovens se questionassem, sem entregar respostas prontas, a atividade foi conduzida em forma de debate, na qual a psicóloga lançava questões como “É normal meu (minha) namorado(a) gritar comigo?”, “Eu tenho direito de ver as mensagens no celular do(a) meu(minha) namorado(a)?”, “Eu posso contar o que faço com meu(minha) namorado(a) para os amigos?”, “Não deixo minha namorada usar decote ou saia curta para evitar os olhares dos outros?”. Ao ouvir as questões, os jovens deveriam se posicionar a favor, contra ou de forma neutra e tentar explicar o porquê da escolha. Dessa maneira, foi possível fazer com se expressassem, questionassem e ouvissem a opinião do outro.

O projeto “Só um Tapinha” foi programado para acontecer em qualquer escola que demonstrasse interesse. Depois da experiência piloto, ele foi realizado no Sesi de Bragança Paulista e tem previsão de acontecer em mais duas escolas, da rede pública e/ou particular, de acordo com a ideia inicial.

Produzido e desenvolvido por Walex Moreira, Davis Xavier e Eduardo Reis, “Flavor Streets” foi a terceira ideia premiada a ganhar as ruas. Festival de danças urbanas e de integração da cultura hip-hop, o objetivo do projeto era atingir espectadores que nunca tiveram contato com essa cultura ou pouco conhecimento do movimento, buscando mudar a visão pejorativa da sociedade quanto ao meio artístico do hip-hop.

O evento aconteceu no dia 13 de abril e recebeu um ótimo retorno do público, que compareceu, participou do debate, conferiu a produção de murais ao vivo e a batalha de Bboys, os dançarinos do hip-hop. Mais de 300 pessoas compareceram ao Flavor Streets, que contou com cerca de 60 dançarinos.

Além das três iniciativas premiadas, a surpresa ficou por conta do projeto “Intervir” que, mesmo não sendo um dos vencedores, ganhou o mundo graças aos jovens Gabriel Lucas da Silva e Aline Zarur Pereira.

A primeira ação do “Intervir”, que tem como foco a realização de intervenções em lugares abertos e movimentados de Bragança, de modo a atingir todo tipo de público, aconteceu no dia 25 de janeiro. Gabriel e Aline entregaram rosas aos passantes do Mercado Municipal de Bragança Paulista.

Para eles, “as intervenções se caracterizarão em ações de solidariedade e generosidade para com o próximo, como ouvir o que ele tem a dizer, fazer saber que todos são amados, dignos de respeito e afeto. O projeto tenta acabar com a monotonia do cotidiano e provar às pessoas que a simpatia, a gentileza e a delicadeza são ações que ainda podem ser vistas em uma sociedade capitalista”. 

Uma nova edição do Entrando em Cena no Mundo está em desenvolvimento, desde abril, em Atibaia. Mais projetos que utilizam arte, cultura e criatividade para a transformação social estão sendo elaborados, entre eles, projeto para utilizar a rima como ferramenta para a formação cidadã de crianças e jovens em escolas e instituições sociais; projeto que pretende conhecer a história de vida de moradores de rua;  projeto para oferecer melhores perspectivas para crianças em situação de risco; projeto para utilizar a internet como ferramenta de educação; projeto para promover uma corrente do bem e projeto para promover a integração entre crianças de abrigo e idosos moradores de asilos por meio da contagem de histórias.

Após a finalização, as iniciativas serão apresentadas à sociedade. A previsão é que isso aconteça no início de julho. Três delas serão premiadas para que possam ser implementadas e comecem sua jornada de transformação.

A nova edição do Entrando em Cena no Mundo está sendo realizada por meio da Lei Rouanet - Lei Federal de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura e conta com patrocínio da CSN e apoio da Prefeitura de Atibaia.

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