Por 62 votos a 27, foi encerrada a campanha salarial deste ano
Na noite de terça-feira, 30, o Sismub (Sindicato dos Servidores Municipais de Bragança Paulista e Região) realizou uma nova assembleia para definir os rumos da campanha salarial deste ano. A maioria dos servidores presentes aprovou a proposta da Prefeitura e pôs fim ao movimento deste ano.
O clima entre os presentes estava tenso. Mais funcionários do que nas duas últimas assembleias compareceram. Nitidamente, eles estavam divididos por categorias, sendo a maioria dos servidores da Garagem favorável à proposta do prefeito Fernão Dias da Silva Leme, e a maioria dos funcionários da Educação, contra.
Após diversos discursos inflamados, inclusive de uma servidora que afirmou que o aumento de salário deveria ser maior porque agora as salas de aula vão ter 40 alunos, conforme determinação da secretária de Educação, Huguette Theodoro da Silva, foi colocada em votação a proposta.
Na contagem, feita pelo presidente do sindicato, Carlos Alberto Martins de Oliveira, 62 servidores aprovaram a proposta e 27 a rejeitaram. A proposta aprovada abrange:
- a reposição salarial com base na inflação, de 6,59%;
- reajuste do cartão de vale-alimentação para R$ 323,00, adotando-se o ajuste conforme valor da cesta básica indicada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o que representa aumento real de 34,58%;
- diminuição em 10% no desconto da cesta básica para quem ganha acima de três pisos. Quem ganha até três pisos continua isento do desconto. Quem ganha entre três e quatro pisos, em vez de ter descontado 40%, passaria a ter descontado 30%. E quem recebe mais de quatro pisos, ao invés de ter descontado 50%, passaria a ter o desconto de 40%;
- concessão de seis faltas abonadas para o período de 1º de maio de 2013 a 30 de abril de 2014, podendo serem gozadas preferencialmente nos meses de julho e dezembro de 2013 e janeiro de 2014, em acordo com a chefia imediata e prévia anuência do secretário da pasta, admitindo-se sua acumulação.
- admissão, para o mesmo período do item anterior, de até dois atestados médicos de acompanhante de filho menor ou idoso em tratamento médico, devidamente, comprovada a dependência e a necessidade do acompanhamento.
Após a aprovação, o presidente do Sismub deu por encerrada a assembleia. A maioria dos servidores foi embora, mas alguns, ligados à Educação, ficaram e se revoltaram com o resultado. As servidoras questionavam a presença dos funcionários da Garagem, que segundo elas não haviam comparecido em outras reuniões. Quanto a isso, foi informado que a assembleia é livre, aberta e quanto mais funcionários participarem, melhor.
Algumas funcionárias também indagaram a fala do presidente do Sismub, que avisou que se a proposta fosse rejeitada, o próximo passo seria aprovar uma greve. Elas discordaram, mas Carlos explicou-lhes que é assim que funciona a campanha de negociação e que a Prefeitura já avisou que não alteraria sua proposta, tanto é que a manteve da mesma forma, sem alterações, mesmo com a primeira negativa dos servidores, na assembleia do dia 19 de abril.
Um dos motivos que a Prefeitura não pode conceder reajuste real nos salários dos servidores, conforme afirma, é o fato de a folha de pagamento estar estourada, quase atingindo o limite prudencial orientado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
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