Sempre me interessei em preparar receitas diferentes; especialmente nos primeiros tempos de casamento, esta disposição se acentuou pelo incentivo de meu marido, principalmente. O problema era que, há cerca de três décadas, não havia a facilidade de encontrar as receitas na internet e a praticidade do Google, dos celulares no lugar dos computadores, que nos trazem em segundos todas as informações que precisamos e um pouco mais.
Então, naquela época, um dos meios que eu usava para conseguir as receitas para preparar principalmente os produtos que meu marido tinha na fazenda (tomates – para catchup –, mel e própolis), eu escrevia cartas e mandava por e-mail para o Suplemento Agrícola, que era um encarte semanal do jornal O Estado de São Paulo que, prontamente, por meio do espaço “cartas”, atendia às solicitações dos leitores tanto para receitas como para orientações diversas direcionadas ao agricultor.
Em outra oportunidade, trarei a receita que pedi, publicando minha carta/pedido de bala de mel, de mel e própolis e pão de mel.
Mas a receita de hoje é a famosa pasta de amendoim (ou “amendocreme”), que vem no pote amarelo e custa muito caro. Foi publicada naquele jornal em maio de 2008. Eu fiz, foi aprovadíssima, já divulguei na época e hoje, quase quinze anos passados, trago aos leitores esta delícia com a praticidade de não ter de torrar nem descascar o amendoim (que faz uma sujeira e leva tempo), pois já tem à venda em supermercado atacadista desta cidade o saco de amendoim torrado, sem pele e sem sal, por um preço justo, levando em conta a economia de gás e de utensílios para a torra, a rapidez e a praticidade.

Você só vai usar o bom e prático liquidificador e não levará mais que cinco minutos. Caso tenha de preparar o amendoim, considere mais uns dez minutos para torrar um pouco, mais um tempo para esfriar e descascar. Aí não será uma sobremesa ou acompanhamento para seu café da tarde feito tão rapidamente.

2 xícaras (chá) de amendoim torrado e moído
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de óleo de soja, milho ou girassol
4 colheres (sopa) de margarina
Leve tudo ao liquidificador e bata em velocidade alta, por cerca de 2 a 3 minutos, até virar uma pasta.

Se acaso quiser mais “fit”, retire o açúcar.
Opcionais para incrementar sua pasta:
Misture ainda no liquidificador:
3 colheres (sopa) cheias de doce de leite cremoso
2 colheres (sopa) de chocolate em pó
Uso: pode tomar com leite, colocar na fruta amassada ou sobre elas picadas, na tapioca, na torrada ou pura, na colher. Como recheio de bolo de fécula... (ah, este trago a receita qualquer dia desses!)
Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
0 Comentários