Reinações de Aninha

Há quem goste de seus olhos grandes e vivazes, há quem prefira sua alma estranha e sempre cheia de poesia, ou ainda sua pouca compreensão do mundo e quase nenhuma habilidade para contas e outros exercícios complicados e desnecessários.

Há quem repudie isso tudo também. E isso é perfeitamente compreensível. Aninha destoa da maioria das pessoas e não há porque se orgulhar disso. Sua esquizofrenia poética pode parecer, aos mais desavisados, uma afronta. Sua timidez pode facilmente ser confundida com arrogância.

Suas palavras, armas certeiras, que ela usa segundo o coração, são capazes de extremos. Aninha é extremamente boba, mas quase que não revela isso a ninguém. Só aqueles que ousam penetrar sua alma é que o sabem...

E apesar da teimosia, está sempre aprendendo, porque não, Aninha ainda não está acabada, há recônditos ainda inexplorados em sua alma, há muitas lições a serem aprendidas... E com que paciência é que o Mestre a conduz a esses aprendizados...

Ser Sua aluna é um prazer que não pode ser comparado nem a bolo de chocolate ou vinho no inverno. Seu Mestre é bem mais doce que chocolate e muito mais entusiasmante que qualquer vinho. Suas palavras postas em ação através de seu exemplo, funcionam como lâmina cortante que apara as aparas do caráter, ao mesmo tempo que incita ao exercício de amar. E de que forma vibrante e encantadora Seus olhos refletem a verdade desse ensinamento...

Foi com esse Mestre doce que Aninha entendeu que seu próprio hálito era obra do Eterno e que cada sopro de sua respiração a remetia ao beijo inicial no Homem. E que, então, respirar é por si só um ato sagrado.

Sentir-se viva é reafirmar a existência dEle.

E como Aninha ama caminhar com Ele... porque esse caminhar é a própria vida, reconduzindo-se ao seu ponto de origem.

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image