Chegou o final do ano e todos querem diversão, é só alegria. Nós, do Edith Cultura, temos muito que festejar, pois, assim como foram os últimos anos, independente de governo, espaço, situação econômica, clima, cenário etc., este foi mais um ano cheio de atividades.
Entramos em janeiro com a cidade carente de um espaço de pequeno porte para shows, já que o porão número 1451 da Avenida José Gomes da Rocha Leal, que nós havíamos estreado em 2006, quando pertencia ao Davi “do Sax”, encerrou suas atividades no fim de 2011 sob a alcunha de Taberna Dharma Rock Bar. Foram quatro mudanças de dono desde 2006 e, em 2011, acabamos extremamente órfãos de um espaço onde fosse possível cobrar ingresso e fazer shows para 100 ou 200 pessoas em qualquer dia da semana, sem grandes complicações.
Ao invés de chorar o fim do Dharma, nos adaptamos a realidade vazia de equipamentos culturais públicos e privados da cidade e, no campo da música, fechamos o ano com 12 eventos em 14 dias, com a apresentação de 37 bandas diferentes, vindas de 11 cidades de sete estados das cinco regiões do Brasil, além de sete países.
Os shows aconteceram em oito lugares diferentes, sendo sete privados e um público. Dois deles foram gratuitos, em parceria com a prefeitura, e os outros nove tiveram ingressos que variaram de R$ 5 a R$ 15.
Além dos shows, o Edith Cultura também promoveu cineclubes, debates e exposições. Tanto os debates quanto as exibições de filme aconteceram na sede da Ases e do Napa.
Em fevereiro, fomos parceiros do projeto municipal Viva Verão, cobrindo em vídeo e discotecando no Campeonato de Skate, que rolou na pista do Lavapés, em parceria com a loja Core Store.
Ao todo, tivemos 12 exibições de filme, oito debates/oficinas e nossos principais parceiros foram: Festival de Arte Serrinha, Ases, Contato, Casa 30 e Prefeitura Municipal de Bragança Paulista.
Das ações em que estivemos envolvidos em 2012, cinco são eventos anuais. Em dois deles, Festival de Arte Serrinha e Festival de Inverno, fomos parceiros, em outros dois, Grito Rock e Dia Nacional da Animação, fomos os produtores locais, e por fim, realizamos a 9ª edição do Cardápio Underground (segunda consecutiva fora da Sociedade Ítalo Brasileira).
Além das atividades locais, estivemos presentes no VI Festival de Curtas de Atibaia com a banda Os Visitantes, produzimos o Grito Rock Atibaia, fomos responsáveis pela exibição de curtas infantis na Ocupação Ipiranga, durante o Festival Baixo Centro, que aconteceu no mês de março em São Paulo, e organizamos a turnê brasileira dos uruguaios do Silverados, com sete shows em nove dias, passando por sete cidades brasileiras e quatro estados.
Valeu todo mundo que esteve com a gente. Logo mais, tem mais!
Quique Brown
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