Reservo esse artigo para honrar e gratificar a mais brilhante das instituições de caridade: as Santas Casas. Sua história remonta ao século XIII. Neste período, os verdadeiros médicos eram os barbeiros, que realizavam sangrias, cirurgias, amputações e procedimentos que envolviam elementos químicos de grande risco.
Essa história eleva os cenários hospitalares da época que envolvia cadeiras, navalhas, sabão, iodo e produtos à base de mercúrio. Muitos barbeiros faziam esses tratamentos nas ruas mesmo ou na própria casa do paciente. Com o passar do tempo surgiram guildas, isto é, associações que se congregavam em locais específicos para estudar e realizar tratamentos como comunidade médica unida. Os procedimentos e curas realizadas, assim como hoje, eram muito caros para a população em geral.
Assim em 1498 surge a Santa Casa de Lisboa, em Portugal, com ajuda e apoio da Rainha Leonor. Os objetivos? Enterrar os mortos, visitar os presos, alimentar os famintos, assistir aos enfermos e cuidar das crianças abandonadas. Como era mantida? Por pessoas de bom coração que dedicaram e dedicam tempo, recursos financeiros e, acima de tudo, amor ao próximo.
A Santa Casa de Bragança Paulista foi erigida da mesma forma que as casas de misericórdia portuguesas, guiada e dirigida sobre o espírito fraternal e solidário, cuja a incansável missão é salvar vidas.
Fundada em 8 de dezembro de 1877,nossa Santa Casa não é somente um hospital, é uma mãe nos dias de hoje. Vemos, diariamente, o caos que se encontram os hospitais pelo país e a forma que seres humanos são tratados. Nossa cidade tem um exemplo de hospital e está acessível a todos nós.
O princípio de sustentar um hospital de caridade é mantido até os dias de hoje. As portas do pronto-socorro de nossa Santa Casa estão abertas todos os dias do ano, todas as horas do dia com um só objetivo: abraçar os necessitados.
Como citado, essas são Casas de Saúde necessitam de sua ajuda para manter suas portas abertas. Doações podem ser feitas por pequenos gestos, talvez na conta de energia elétrica, na nota fiscal que os supermercados oferecem, ou por meio de depósitos únicos ou mensais. Cada centavo recebido por nossa Santa Casa é voltado para o benefício do próprio doador. Consulte o site: http://www.santacasabraganca.com.br e faça sua contribuição.
“Nenhum residente dirá: ‘Estou doente’” – Isaías 33:24, quando essas palavras se cumprirem não mais precisaremos de Casas de Saúde, pois doenças, sofrimento e morte serão coisas do passado. Por enquanto, cabe a nós ajudarmos quem precisa de ajuda e, certamente, seremos ajudados no dia que precisarmos. “Abra seu coração!”
Renan Williams Moore Brito é Bacharel em Ciências Contábeis com especialização em Gestão de Custos pela PUC-RS. (renanwmoore@outlook.com)
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