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Secretaria de Meio Ambiente realiza ações em prol da arborização urbana

Em comemoração ao Dia da Árvore, confira as iniciativas que ajudam a preservar árvores, nascentes e matas ciliares no município

O Dia da Árvore foi comemorado no Brasil na segunda-feira, 21, com o objetivo principal de conscientizar para a preservação desse bem natural, que simboliza equilíbrio em todos os seus aspectos, já que atua diretamente nos fatores fundamentais para a manutenção das mais diversas formas de vida.

Além disso, melhora a qualidade do ar, diminui a poluição, serve de moradia para inúmeras espécies de animais, fornece alimentos e produtos, proporciona sombra, reduz a temperatura, melhora a umidade do ar, evita a erosão do solo e embeleza as paisagens.

As árvores também garantem a segurança hídrica, pois não existe sistema de abastecimento de água sem a preservação das matas ciliares. Sem elas, a chuva se torna enxurrada, a água corre sem obstáculos de forma violenta, carrega todo tipo de sedimentos, causa erosão do solo, assoreamento dos rios e, nos centros urbanos, as tão temidas enchentes.

Em Bragança Paulista, a Secretaria de Meio Ambiente realiza algumas ações em prol da conservação de árvores, matas ciliares, nascentes, dentre outras iniciativas de proteção à flora. A reportagem do Jornal Em Dia entrou em contato com a pasta, que contou quais ações realizou em comemoração à data e outros projetos de preservação permanentes realizados no município.

PROJETO DE RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO DE NASCENTES

Nesta semana, a secretaria deu continuidade ao Projeto de Recuperação e Proteção de Nascentes na cidade. Mais duas nascentes foram recuperadas: uma situada em uma área verde ao final da Rua Salvador Markowicz, nomeada Nascente Modelo Municipal 2020; e outra no Bairro Hípica Jaguari, próximo à Avenida Atílio Menin.

As áreas totalizam 1,5708 hectares e foram cercadas, recebendo o plantio de 2.618 mudas de árvores nativas com espalhamento de 6 m² cada.

A proteção eficaz das nascentes exige a delimitação de uma área de preservação permanente em um raio mínimo de 50 metros ao seu redor. Nesse local, o município deve fazer o monitoramento e controle da vegetação local, impedir desmatamentos e poluições. A vegetação do entorno das nascentes tem a capacidade de minimizar os efeitos dos processos erosivos, melhorar a qualidade do ar, filtrar os poluentes e auxiliar na regulação do ciclo da água.

PROJETO PILOTO DE COMPOSTAGEM

A compostagem propicia um destino útil aos resíduos, além de trazer muitas vantagens para o meio ambiente e à população, sendo um processo biológico de decomposição e de reciclagem da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal formando um composto.

Por meio dela, os resíduos que iriam parar nos aterros são transformados em composto orgânico, podendo ser aplicado ao solo para melhorar suas características, sem ocasionar riscos ao meio ambiente.

No município, o Projeto Piloto de Compostagem, situado às adjacências do 1º Ecoponto, instalado em um espaço nas dependências do Parque de Exposições Dr. Fernando Costa (Posto de Monta), começou a funcionar neste mês e está à disposição do pequeno gerador.

Visando ao reaproveitamento dos restos de poda gerados por meio das podas realizadas pela empresa de energia elétrica que atua no município, a Secretaria Municipal de Agronegócios também faz a compostagem. São utilizados para o processo de compostagem: pó de serra de eucalipto fornecidos por uma madeireira e esterco equino que, por sua vez, é coletado da baia dos cavalos utilizados no Projeto de Equoterapia e da Guarda Municipal Civil Montada.

A compostagem também pode ser realizada em casa, seguindo algumas orientações técnicas básicas.

PROJETO PILOTO FLORESTA URBANA

A fim de incrementar a cobertura vegetal no município, a Secretaria de Meio Ambiente realizou, nesta semana, a implantação do Projeto Piloto Floresta Urbana, que contou com o plantio de 12 árvores (ipê amarelo cascudo, mirindiba rosa, cássia do nordeste, aldrago, manduirana, chuva de ouro, manacá da serra) e seis palmeiras nativas, na entrada do Parque dos Estados.

A iniciativa atende a uma das diretivas de arborização urbana, propostas pelo Programa Município VerdeAzul, da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, visando à melhoria da qualidade ambiental no meio urbano e trazendo benefícios ambientais que possam servir de inspiração e referência a fim de que a arborização urbana planejada aconteça por toda a cidade.

A vegetação urbana busca trazer melhorias na qualidade do ar, temperatura do ambiente, além de proporcionar sombra, beleza estética e muitos benefícios à população urbana. É capaz de mitigar a poluição química e sonora, reduzir o efeito de ilha de calor, aumentar a disponibilidade e qualidade da água.

Com o Piloto Floresta 2020, os exemplares arbóreos e as palmeiras foram inseridos nos canteiros permeáveis da via, trazendo os benefícios ambientais da arborização urbana planejada.

IMPLANTAÇÃO DOS ESPAÇOS-ÁRVORES

O Projeto Espaços-Árvores continua sendo realizado em Bragança. Nesta semana, foram plantadas 30 mudas em Espaços-Árvores situados em frente a prédios públicos. São eles: Unidade de Saúde Martinho Borges da Fonseca, localizado na Rua Agostinho Rosa, 260; E.M. Abner Antônio Sperendio, localizada na Rua Juvenal da Silva Guimarães; E.M. Profª Ivonne dos Santos Dias, situada à Rua Agostinho Rosa, 260.

O Espaço-Árvore consiste em melhorar as condições de espaçamento adequado entre as bases das espécies, garantindo a integridade arbórea, desenvolvimento e o crescimento em plenitude, sem comprometer a infraestrutura do calçamento. As mudas devem ser plantadas em calçadas de, no mínimo, dois metros de largura e corresponde a 40% da largura da calçada, isto é, 80 centímetros, e comprimento de, no mínimo, o dobro da largura, devendo ser mantida a faixa de pedestre de, no mínimo, 1,20 metro de largura.

Os interessados em adotar a ideia devem, primeiramente, consultar o Manual de Arborização do município (confira link abaixo).

RECUPERAÇÃO DO MORRO DA SERRINHA

Neste mês, o Morro da Serrinha sofreu um incêndio florestal. O fogo atingiu uma extensa área de mata, com importante biodiversidade, causando grandes danos ambientais. O Visual das Águas, como é chamado, contemplava diferentes tipos de vegetação e era abrigo de inúmeras espécies de animais. O Bairro da Serrinha, no último Plano Diretor do município, foi contemplado como Zona Especial de Proteção Ambiental (Zepam) e Zona Especial de Proteção Cultural (Zepec).          

A Secretaria de Meio Ambiente informou que está atuando no reflorestamento da área, intermediando a doação de 8.000 sementes, 1.500 mudas de espécies nativas pioneiras e auxílio técnico pelo PCJ (Comitê de Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí).

O replantio é fundamental para evitar que um desastre ambiental como esse ocorra novamente, pois somente com a sombra das novas árvores, a brachiaria (o capim seco que estimula o fogo) parará de crescer.

JARDIM DO MEL

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente implantou, neste mês, o primeiro Jardim do Mel de Bragança Paulista. O canteiro, cultivado no Jardim Público, recebeu espécies floríferas e aromáticas como lavanda, manjericão, alecrim, lantana, orégano, coentro, penicilina e alisso, além de duas caixas para criação de abelhas, com intuito de monitorar e estimular a expansão dessas espécies tão importantes para a vida no planeta. 

Além de cultivar espécies da flora que sejam benéficas às abelhas, o controle de espécies vegetais tóxicas às abelhas, como as árvores exóticas Spathodea campanulata (espatódea) e Azadirachta indica (nim), também favorece o estabelecimento desse “exército do bem”.

Assíduas em sua função, as abelhas prestam serviço de conservação dos ecossistemas e são fundamentais para a agricultura. No Brasil, há mais de 300 espécies nativas ou abelhas sem ferrão (ASF), como também são denominadas devido à presença de ferrão atrofiado. As abelhas pertencentes ao gênero das meliponas realizam o indispensável serviço de polinização para produção de frutos e sementes.

Só na Mata Atlântica, um dos seis biomas brasileiros, a polinização das abelhas nativas é responsável pela perpetuação de 90% das espécies vegetais e o seu desaparecimento coloca em risco a flora e a fauna silvestres. Essas abelhas, muitas vezes, passam despercebidas ou mesmo são exterminadas, devido à redução das florestas nativas, uso deliberado de agroquímicos, produtos domissanitários e até mesmo devido à falta de conhecimento quanto à importância desses insetos.

As abelhas nativas são muito dependentes da preservação da mata em que estão e uma colônia pode até morrer se for retirada da árvore em que está instalada. Elas se alimentam do pólen que tiram das flores e usam ocos de árvores para alojar seus ninhos, sendo que algumas nidificam em cupinzeiros e em cavidades de muros.

De acordo com a secretaria, promover a reintrodução e conservação dos polinizadores nativos é tarefa fácil e atitudes simples podem favorecer esses insetos tão importante para a vida no planeta. Seja por meio da meliponicultura, ou mesmo do cultivo de plantas atrativas nos quintais, jardins e demais áreas verdes, simples atitudes podem contribuir para a preservação das abelhas nativas e toda a biodiversidade do planeta. 

 

SAIBA MAIS

 

Para saber mais detalhes, entre em contato com a Secretaria de Meio Ambiente, localizada no Parque Luiz Gonzaga da Silva Leme (Jardim Público), situado à Rua Madre Paulina, 301, no Centro, ou pelos telefones: (11) 4033-1870 ou 4034-6780.

O Manual de Arborização também contém todas as informações sobre os programas de arborização do município, disponível em: https://ecrie.com.br/sistema/conteudos/arquivo/a_57_0_1_22092020130456.pdf.

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