Servidores municipais decidem fazer greve

Após tentativas frustradas de negociação com a Prefeitura, esse foi o caminho adotado em assembleia, na última quarta-feira

 

Na noite de quarta-feira, 23, mais de 400 servidores compareceram à assembleia convocada pelo Sismub (Sindicato dos Servidores Municipais de Bragança Paulista e Região). Nem o clima um pouco mais frio e chuvoso espantou os trabalhadores, que estavam firmes em seu propósito de cobrar o que chamam de “uma proposta mais digna e respeitosa” por parte da Prefeitura.

Essa foi a quarta reunião realizada pelo sindicato no ano. As propostas do Executivo, que praticamente não mudaram ao longo da negociação, foram todas rejeitadas pelos servidores, inclusive a que foi apresentada na última quarta-feira.

Em resumo, a Prefeitura oferece aos trabalhadores a reposição da inflação para reajuste nos salários, o que representa índice de 6,15%, seis faltas abonadas, desde que solicitadas com antecedência mínima de 48 horas e usufruídas uma a cada bimestre; e duas faltas acompanhante para idoso ou filho menor de 18 anos, desde que solicitadas com 48 horas de antecedência e podendo ser usufruídas uma a cada semestre.

Para o vale-alimentação, o prefeito Fernão Dias da Silva Leme voltou a negar reajuste, enfatizando o aumento de quase 35% concedido no ano passado.

Após a leitura do ofício enviado pela Prefeitura, muitas vaias ecoaram no recinto. Alguns servidores se manifestaram contra a proposta e a favor de greve e, a cada palavra de revolta, os demais servidores demonstravam apoio.

A proposta da Prefeitura foi efetivamente rejeitada por unanimidade. Diferentemente da assembleia do dia 10 de abril, quando alguns servidores comissionados compareceram à reunião, desta vez, só havia concursados, ou pelo menos não foram identificados comissionados no meio da pequena multidão que tomou o pátio da sede do Sismub.

Em seguida, os servidores aprovaram a realização de greve, a partir de terça-feira, 29.

O presidente do sindicato, Carlos Alberto Martins de Oliveira, orientou a todos que mantenham a união para o dia da mobilização, esclarecendo que no decorrer da greve serão realizadas assembleias para avaliar possíveis novas propostas da Prefeitura e decidir pela aprovação ou rejeição delas, bem como definir se o movimento prossegue ou não.

Carlos disse ainda que a greve se iniciará às 7h, em frente à Prefeitura. Os servidores que entram após esse horário ou trabalham no período da tarde, como é o caso de muitos da área da Educação, também podem e devem, segundo ele, aderir ao movimento comparecendo ao Paço Municipal no horário estabelecido, mesmo que ele seja diferente de seu turno. A previsão é que os grevistas permaneçam durante todo o dia na Prefeitura.

ÚLTIMA CHANCE

O Sismub dará ainda uma última chance à Prefeitura de apresentar uma proposta que agrade aos servidores. O sindicato agendou para a próxima segunda-feira, 28, às 18h, em sua sede, nova assembleia. Nesta data, uma nova proposta da Prefeitura poderá ser avaliada.

Caso os servidores entendam que ela atende às reivindicações da categoria e a aprovem, a greve será evitada. Mas, caso persista a insatisfação, a mobilização será mantida.

Serviços como creches, escolas e postos de saúde deverão sofrer as consequências, pois, a julgar pelo ânimo dos servidores que participaram da última assembleia, não haverá profissionais trabalhando no dia da greve.

Cerca de 100 servidores, que aderiram ao comando de greve, estão encarregados de convencer mais colegas a participarem do movimento.

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