Desde a última terça-feira, 6, os bancários estão em greve. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região, a adesão à paralisação foi de 85% no primeiro dia e subiu para 96% nessa sexta-feira, 9.
O sindicato também informou que em Atibaia, Piracaia, Joanópolis, Pinhalzinho e Bom Jesus dos Perdões, a categoria aderiu 100% desde o segundo dia de greve.
Já em Vargem, Tuiuti e Pedra Bela, as agências abriram normalmente. Em Bragança, apenas duas agências do Bradesco permaneceram abertas até sexta-feira, 9, situação que se repetiu em Nazaré Paulista, onde há uma agência do mesmo banco.
De acordo com o Sindicato dos Bancários, o objetivo da greve é pressionar os banqueiros a elevarem a proposta de reajuste de 5,5%, que está muito abaixo da inflação (9,88%). No primeiro semestre deste ano, o lucro dos banqueiros chegou a R$ 36,3 bilhões, apontou o sindicato.
Com data-base em 1º de setembro, os bancários informam que a greve é por tempo indeterminado.
“Esta é a resposta que os trabalhadores tem que dar, qualquer proposta abaixo da inflação é vergonhosa, ainda mais sendo de um setor que está lucrando tanto. Enquanto negam reajuste digno a quem constrói sua fortuna, dá a cara para bater nas agências, sendo diariamente submetido a situações de risco de morte, os diretores do bancos recebem aumento de até 81% nos super salários. Temos mais é que fazer uma greve forte como resposta a todo esse desrespeito”, afirmou Isabel Rosa dos Santos Machado, presidente do Sindicato de Bragança Paulista e Região, por meio de sua assessoria de imprensa.
0 Comentários